2013-04-28

sempre


O que enxergas nos meus olhos são os teus olhos que captam a incógnita do meu instante, e faz com que a minha mente, mesmo em traços negros e finos, escreva no agora, uma alegria tão profunda invadindo a minha casa, sem prejudicar as plantações existentes; o frasear dos frutos em palavras psíquicas, meu tema de vida. 
As palavras mudas no teu som musical, cristalinos e vibrantes no ar, leva-me para o caminho do verbalizar-te em minhas primárias escritas, tais saídas direto de uma pintura, que me faz ler teus inventos, formosos e pautados em janelas desenhadas com a abstração das estrelas, bem maior que acontecimentos em si. E, como estou sempre mergulhada nas tentativas de escrever-te com o corpo todo, acrobática, envio setas: a grande medida do silêncio, aberta para escutar-te. A divina dança da ventania que sopra em teus lábios, cuja atuação é desarrumar os meus papéis e abrir a minha arca.

Canteiro Pessoal