2009-05-12

... até Ti !


Apenas deleita.
No silêncio corre como rio.
Apenas olha.
No sorriso por fome de amar.
Apenas vive.
No calor em névoa de esperança preciso.
Apenas traz.
No peito o sei-te e
achar no que não deixas.
Apenas soletra.
No aquecer em voz
e na saudade diz até.
E toca cola-te.
A boca letral entrelaça.
O pensar arquea.
Beija e acorda.
Ama e encontra.
O junto na planta floresce.
Dentro de si a luz das flores.





Canteiro Pessoal

3 comentários:

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Olá moça. O amor é correlato à fome. Logo, dzer "eu te fome assim como tu me fome" é o mesmo que dizer "eu te amo assim como tu me amas". Fome e desejo. Tripartição cerebral do Morin: razão, instinto e emoção. Caso renegarmos um desses parâmentros, jamais seremos o que somos? Mas o que somos? Disso sei apenas que somos enquanto tempo. À parte isso, nada mais. Se a boca é letrada, ela só é letrada pelo gosto da língua. Se o pescoço merece beijos, ele só merece beijos por conta do cheiro. E o que é o cheiro? E o que é o gosto? Insertos em um mundo desprovido de qualquer sentido cabal, somos nós que criamos todo e qualquer sentido. Para além disso, paradigmas teológicos ou metafísicos que procuram explicar tudo mas que em realidade nada dizem. Temos de aceitar a sina do Sísifo de Camus: a pedra sempre rolará montanha abaixo, mas é justamente na revolta por essa condição e na possibilidade de criar oportunidades a partir desse condição, o que está justamente para a arte, que reside nossa grandeza. Por isso que quando imagino o planeta Terra, esse pequeno ponto azulado perdido em um braço qualquer da Via-láctea, imagino a 9ª Sinfonia do Bethoven ecoando por todo o cosmo - ainda que exista o vácuo. Que somos pequenos, somos. Que somos efêmeros, somos. Que surgimos do nada e ao nada retornaremos, isso é fato. Mas reconhecer essa condição é fator primordial para não vivermos uma vida de bocas sem rosto ou de trabalhadores sem face. Reconhecer essa condição é viver em conjunto com os outros e não apenas respeitar por tolerância, mas sim por eticidade. Daí o fato de que, apesar de ser razão, instinto e emoção, somos fome e desejo que devem ser regidos pela ética, pelo respeito ao outro não por tolerância, mas sim por franqueza. E aqui nos seus escritos encontro o desejo da criação. Quer cordilheira mais densa que essa? No hay. Portanto, um beijo, moça.

Marcus Henrick disse...

Querida Pri.. Passando por aki pra Deixar meu Abraço.. Estou voltando em breve testemunharei e partilharei do q tenho aprendido !!

Um Forte Abraço !!
Saudades !!

pensar disse...

Oi,

Adorei teu blog, te visitarei mais e desfrutarei do que as palavras nao dizem, mas a poesia expressa.
Bjs

Mari