2009-05-24

Irrevogável



O toque, sutil dEle, transmite as mãos aquecidas ao nós em canções que acariciam a textura já entregue. O passear pelas notas ritmadas do toque e em partituras que gravam no âmago dela e gravitam pelas escalas do amor musical. Ser dócil e afago que estende as mãos ao ritmo do renovável, e solta as batidas do coração da menina-mulher a todo vapor, por voar entre as nuvens brancas. A essência dEle, irresistível, só que simples ao mesmo tempo, mas que para o íntimo gera força avalassadora e embriaga os sentidos da conquistada noiva amada. Sinfonia em companhia que os ouvidos percebem a esperança reflorescer e alvoraça o tão perto, pois a respiração dEle toca-lhe no além das palavras. A face da própria história irrevogável. Palavras do que conquista no diário e que procura no mais de sempre, o jeito especial de alcançar o coração dela tão desejável. Aquele calor de mãos letrais colher pro ninho e ali girar-te no seu espaço ao sabor adoçicado. No especial, ele, deslizar sobre a pele macia do rosto e explorar cada milímetro daquela face ao gosto mais perfeito e suave. Elevando a dança no ar e luar, passo a passo em sintonia a flutuar. Amado acariciar e desviar cada fio de cabelo do rosto da amada, com o mesmo zelo que os artesões esculpem o mais fino cristal. Os dedos ofertado em raios de luz, tocando-te a face tão pequenina e como crianças cheias de felicidade, e que, não precisam explicações. Apenas ser, a face da própria flor em transparência e no correr da imensidão do campo lhe outorgado, e, com cheiro de flores mil. Na face, o vento tocar-lhe em composições de verbetes e soletrar as palavras que deixam forte no responder quando é chamada no correr de mãos dadas como antes, o primeiro encontro. A pele íntima do toque e que não existe hora ou estimativa de tempo, mas o dom em forma única de conquista e a arte de conhecer o sabor de ambos.



Canteiro Pessoal

4 comentários:

Dri Monteiro disse...

Escrever de uma forma elegante e contagiante...Escrever sobre sensações, e transmitir toda essa intensidade de sentimento, porém com sutileza, realmente é um dom. Parabéns. Adorei o seu blog.

Eduardo Matzembacher Frizzo disse...

Gosto de pensar que minha alma não passa de mais um órgão do meu corpo. Gosto de pensar que ela se estende pelos meus dedos e alcança as profundidades de outras peles quando meu desejo assim diz. Por isso que gosto da elegância escrita, como dito no comentário acima, que seu texto passa, a qual, mesclando utopias do peito a realidades que realmente julgamos reais quando perpassam o próprio peito, dá para a palavra um poncho maior que o próprio vazio que ela emponcha. Fizeste com que me brotassem algumas recordações de aves e de afetos. Fizeste com que meu sono de maio fosse mais que essa noite nublada. Sei que do futuro deveríamos apenas esperar os presentes. Entretanto, algo sempre se pressente no próprio presente. Intuição? Espero que sim, pois ao menos dessa forma posso dar um nome minimamente filosófico, quase conceitual, a essas coisas que me rondam a cabeça agora. E que talvez rondem também esse órgão do meu corpo ao qual alguns chamam de alma. Estranhamente, seu texto fez ele palpitar. Um beijo, Eduardo.

meus instantes e momentos disse...

Modo bonito e íntimo de escrever , de sentir. Parabens pelo texto. Ótimo teu blog, gostei daqui.
Maurizio

Tais Luso de Carvalho disse...

Oi, Ave Romântica! Gostei muito desse trecho:

'Os dedos ofertado em raios de luz, tocando-te a face tão pequenina e como crianças cheias de felicidade, e que, não precisam explicações. Apenas ser, a face da própria flor em transparência e no correr da imensidão do campo lhe outorgado, e, com cheiro de flores mil'. Lindo e meigo.

Muitos beijos
tais luso