2009-07-23

de glória em glória na mesma imagem


Beija-me assim: no longo suave beijo. O seu beijo na forma do meu tanque de amor conversa comigo e não me faz atuar o escapar, mas a pensar-te o tempo todo. Pausa. Receiosa no enrolar a pena e, ao tropeço nas vírgulas e criar pontos finais, retorno na madrugada que me cobre em pele macia. Prometo guardá-lo no teu segredo que me canta em teu segredo ! Tua num campo mesmo misterioso do decorar em cores não visíveis. E no segredo do segredar, desnudar-me e aceitar a dor deste processo que significa ajustar-se à essência do teu guardar remodelando, afinal ama-me tal como sou, mas se recusa a deixar-me assim, quer que eu seja simplesmente como um músico que não pode deixar uma canção sem cantar e um artista uma tela sem pintar. Seu particular que não é segredo, revela à espreita de meu olhar insaciável. Segredo falante na menina dos olhos, psicografando muito mais que um discurso belo, e sim o belo durável. Não compreendendo com tanta precisão seu caminho, pequena na alfabetização do que é partiturado na tua retina, mas desesperada no frenética em buscar-te. Doces palavras dou-te em palavras cantadas em canções letrais, tais penetrando em minha vida íntima ao seu palco descortinado e cortinado que lança letras e, modela-me à essência da natureza particular na forma de personagem vival. Deito-me ao cantante mais do chão para sugar seus passos. Passos que dançam e faz-me esferar no lindo que dura e apregoa a feiura bela. Como vaso de alabastro, penso-te: move-me em movimentos neologisticos ao processo que foge das convenções e do aceitamento, muitas vezes, a dor de confronto que a vida em alta e baixa sobrevém com intuito de fazer-me um ser que esquenta o corpo mesmo em tempos gélidos para iniciar o esfregar das mãos uma na outra na caça da coragem. "As fracas aventuras de uma mulher numa cidade toda feita contra ela". Enquanto envelhece a noite, livre como as estrelas sobre o mar e habitat aquecido do sempre, olho-te um pouco mais e, caçando um gesto que não te magoe, deparo com o arrependimento que gera lugar não do eu, mas do casadinho. Sempre no outorgado de seu haja que ama decorar a casa até o trilho do fim dos tempos que finaliza a passagem e secam as assinaturas de lágrimas. Meus gostos são por amanhecer-me em vida dos seus olhos e no banhar de seu vermelho jorrante que é luz fazendo-me herdar traços dAquele que é celestial. E os retratos de feridas são substituídos por paisagens de graça. O latente grito intimal da menina no som infantil na infância ao particular escondido debaixo das asas, possui fome tamanha em insaciabilidade por notas que não conhece. Desejo ardente de entrar e perder no inteiro tempos melhores que estão por vir. Ao contente alicerce que demoli paredes fracas por atuação de mudança em transformação, assim como uma mãe que não pode deixar sem tocar a lágrima de seu filho. Ao conforto dos seus braços em vida, cantarolando o absorver das pegadas em rastros dum luar que não dormita, mas "... a suprema grandeza do seu poder". Efésios 1. 19




Canteiro Pessoal

5 comentários:

Marcos Bassini disse...

Bom ler quem escreve bem.

Miss. Marli disse...

Pri, não deixe de escrever, suas palavras refletem o que tens de bom dentro de você, "UM DOM DIVINO". Gosto do que leio...

Deus te abençoe.

Beijos.

angel disse...

Desejo ardente de entrar e perder no inteiro tempos melhores que estão por vir.
como entendo estas palavras. As absorvo como uma esponja absorve água. Acho que todos ansiamos por mudanças, por tempos melhores que ainda temos a esperança que virão.
Adorei sua visita e te admiro por ser uma professora tão especial. Quem trabalha com crianças especiais é por si já uma pessoa muito especial e sortuda porque trabalha com anjos disfarçados.
A imagem que abre teu blog é maravilhosa. Na Primavera, os campos de feno e prados da Itália estão repletos dessa flor que lá se chama papaveri. Seriam uma espécie de praga, pois nascem sozinhos, como o nosso capim, mas parece que foram plantados e o tapete vermelho te acompanha onde quer que vá. a paisagem da janela do trem ou do ônibus, ou do carro é sempre linda.
Abraço enorme
Angel

T@CITO/XANADU disse...

Vim para buscar
e busco desvendar
os meus mistérios.

Busquei, e busco, e temo
Dissolver-me em mistérios.
Onde foi o fio de ariadne
que me leva e me traz
das profundezas de mim?
P A Z !
Tácito

PS - Vim para matar a saudade de beber da tua fonte, e deixar-te um abraço.

Thiago Ya'agob disse...

Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.