2009-07-11


Aproveitando o ofertado para respirar descanso e lendo os livros e artigos que estava negligenciando. Sugando o néctar de cada letra que exprime tanta sensibilidade e cultura, uma visão acerca do que se retrata a essência da genuína arte. Também, saindo comigo mesma e fazendo muitas outras coisitas que tinha deixado de ladinho. Cá despindo-me de pele cansada sobre a minha e dançando gestos duma inspiração vival renovável [o inspirar sublime não tirando férias ao mesmo tempo que eu... escrita sem despedida e a pena em alta... aleluia]. Abrindo as janelas do meu quarto, enamorando o que há no meu quadrado e do próximo, secando as nuvens branquinhas. Estou fazendo menos a cama e bagunçando-a mais, absorvendo o calor do meu lençol. Escrevendo e revisitando missivas, retornando ao leias e releias e, sentindo saudades bem dentro de mim. No prelúdio e aproveitando para viajar no atuar compulsivo saudável do respirar, me sobrevém a palavra 'OLHOS'. Arte que desnuda e discerni entre o mero belo e o belo que dura. O trazer do implantar da essência que tematiza o inteiro e faz com que a caça seja vibrante, decifrando o que vai na alma. Isolamento, muitas vezes, aprazível, para estar só e encontrar-se na mais profunda intimidade e identidade. Acordei com a música do celular às 4:30 da madrugada. Com o susto meu coração acelerou e quando ia atender, desligaram. Na hora senti raiva, mas depois a agitação foi se abrandando, pois estava dormitando longamente e na delícia. Alguns minutos, após do instalar brandura, a minha mala mental apeteceu adoçar os dedos com palavras e... O silêncio voltou no seu retornar nobre e deitei-me no sabor do edredon [...] sol tímido, às 8:00 da manhã me acordara e resolvi ligar as pontas dos meus dedos para um diálogo aquecido, mas as nunens opacas lá fora, não estavam para percorrer suavemente com morango os meus lábios. Mas, na tentativa, afinal o prefácio da escrita adoçou na madrugada, agarro as pontinhas do sol na impressionante atuação de impedir o instalar do leito da lua, no céu. A lua que se encontrara tão triste e só na tal. Sua beleza luar não denotando corpinho jeitoso, mas de amargura. Pausa. Proximidade do sussurrar pincelante à porta. Rebobinação ao sabor especial do edredon. Na madrugada longa do não sorriso bonito, mas que meus olhos sonhantes aplainaram a certeza de que a noite da lua só e do bater o telefone se esvai e, definitivamente do tempo escuro em questão, o profundo mar pincela atuar brilhante. Mistura apaixonante da permanência junta ao reino das estrelas escorrendo ondas magníficas de vida em reflexo do aqui e agora, do beijo amável do revigorar no sonho horizonte. Nas pregas da infância beijando a, b, c, d [...] minutos longos do adoçar vival letrado e do sentar no canto do quarto completamente entregue ao palco interessantemente revigorante da intimidade e não pensando mais ter-me em vida a capacidade de alterar o passado para ser-me na plenitude feliz. Ora, corrigir num delete atos cometidos, poderia alterar desaparecimento de pessoas no meu presente e não geraria modelamento no meu íntimo ! Então... vou-me na opcão por teu mar de esquecimento que basta. Paro ao tempo do forjar ! Ouso continuar valer o esforço, lado a lado com os feitos não agradáveis e na aprendizagem para a maturação no presente e alcançar o que me aguarda no futuro do hoje, a colheita da semente do meu atual. Com entrada e saída do sono profundo, soletrar a volta nos aposentos e limpando a incógnita do futuro assolando no palco de forma cruel: a dúvida!



Não tenha medo da vida.
Tenha medo de não viver.
Não tenha medo de cair.
Tenha medo de não caminhar.
[fragmento-Augusto Cury]



Canteiro Pessoal

5 comentários:

Marlene Maravilha disse...

Sim querida, deves mesmo agir desta maneira contigo interiormente. Nao existe nada mais saudável do que dar tempo para si e aproveitar estes momentos para aprender mais e mais da vida por si mesma.
Relaxa e aproveita!!
Boas férias!!! Lindo blog!!!
beijos e uma semana de glórias!

Thiago Ya'agob disse...

Priscila, minha amiga além de letras.

Precisamos mergulhar em 'mergulho de férias' naquEle que possui a verdade que nos ultrapassa.

Sinto falta de nossas conversas tão vivazes. Aproveite as férias, querida. Deus te abençoe.

Shalom.

Tais Luso disse...

Oi, Pri, nada melhor do que estarmos conosco: leve a Pri pra passear, ao cinema, teatro e converse com ela! Ela irá amar esta companhia, esta busca difícil de encontrar. É tão raro a gente ficar conosco...

beijos, amiga, ou como dizes: Ave Rara!
tais luso

pensar disse...

Otimas ferias e que tenha muito tempo para ti. Que lindo q esta esse jardim.
Bjs

Eliana / Lu Maria disse...

Pri, em teus dedos deslizam a essência do toque preciso nas palavras. Um aleluia bradado nas entrelinhas moldadas pelas letras... sublime!

Um abraço repleto de amizade.
LU MARIA