2009-08-22

voejar dançante da conjugação


Olhas pra cima e assopra leveza. Inexplicável ! É tanta estrela caindo que o sentir da canção se eleva, brilhar que aparece em frações de segundos aos olhos de quem não sabe voar, mas voa corajosamente no ilógico. O coração acelera rápido e devagar ao mesmo tempo. Esperança faz choro de soluçar enquanto sorrir prazerosamente, enquanto o céu é empoeirado mesmo em tempos opacos. Cada letra abrilhantando o improvável. E a pele se remete à tempo do aprender a conhecer o espaço próprio do tu és. Direito as lembranças, personagens, diálogos proferidos e não proferidos, objetos existentes e inexistentes, sonhos alcançados e ainda inalcançados. Decifrar dos próprios códigos pelas palavras da melodia que conta sua história. A memória que não pode se apagar. Convite dos risos, do colo e do vinho. De solo juntinho. Abraços apertados e demorados. Dengo sem nada dizer, mas embrenhado em profundidade. Sem muitas delongas, mas na infantilidade de ruído gardenial. Deixando rastro do vós em pena do suspiro às voltas. Os pedaçinhos do ar que faz expirar o sempre querer ter por perto. Soprar que inspira por inspiração no nele nela e vira versos à espera. Deitar sobre o papel em branco do que chega a boca da caixa mental. As mãos se desfazendo em fazer no consigo dizer-te em grafitação do grito umas com as outras e denotam selo do nunca sair do afeto gostoso em delícia. Lugar do rio ao desague e que sussurra um nome com muito amor. E o nome diz: - Eis me aqui ! Não temerei contigo estando, pois quero andar nas alturas. Vou me jogar em teus braços. Impossível ? Tansformar a dor em beleza ? Um mosaico multicolorido com cores nunca antes contempladas em existência ? Lindo como tu !? Pois, cacos não precisam permanecer cacos. Da queda jorrar seu sangue como música a ser perseguida em meu pensamento. Suspiro o aspirar, afinal "os dedos com que me tocou persistem sob a pele, a memória os move". Sou raios tímidos de sol, mas que se banha em chuva fininha da mistura incomparável. E não me abrigo debaixo da copa alargada da árvore, pois estremeço aos beijos alfabéticos e dos sorrisos largos do impossível possibilidade que está perto de mim e não me faz suportar o desligamento. Tão ato de minhas asas feitas de algodão doce. Maresia de espuma perfumada. Areia de fogo clamante por pedido do. Ama-me ? Vento de ar em processo de inspirar e expirar.


Perdida no.
Ganho do perdido.
Emaranhada no emaranhado fio.
Delícia e doçura.
Dele vivo.
No teu sonho que não morre.
Que sonho ?
Do me amar em eternidade.


. canteiro pessoal

5 comentários:

Í.ta** disse...

priscila,
muito obrigado pela passada atenciosa no um-sentir.
e pelo comentário elogioso.

amei este espaço aqui.
lindíssimo.
sensível.

em especial, identifiquei-me com isto: "Cá dentro. Dentro de. Sinto o silêncio falante da visita em traços finos".

está linkada também.
e voltarei também.

Pri C. Figueira disse...

Saudades de passar por esse canteiro!!!
Estive em férias nesses últimos dias, mas retornei para ler seus belos textos!

Bjinhuuu

Danilo Castro disse...

É dom amar assim, desarmado.
Estou eu escondidos em valas repletas de munição.
Qualquer titubeio, explodo tudo para não amar.
Parabéns pelo dom, faça bom proveito.

Um grande beijo, Pri!

=]

Danilo Castro disse...

E sempre, sempre transforme seu amor em palavras. Somente a palavra aprisiona o tempo carregado com a densidade que ele ostenta.

=]

Canteiro Pessoal disse...

Danilo. Hoje de ontem [29/08] que li na íntegra seu comentário e certas palavras pronunciaram falas. Bem. 'É dom amar assim, desarmado'. Creio! Convicta que o dom está nos seres racionais, até nos seres irracionais há. Tenho por mim, 'é necessário um esvaziamento da mente, para poder nascer'. O estar 'escondido em valas repletas de munição', denota medo do atuar 'desarmado'. E por quê? Eis a questão! Medo desse tão conhecido desconhecido reflexo? Realmente, tenho em vida íntima, mesmo trilhando imperfeição em nome, a imagem toda maquiada do rosto não consegue camuflar traços pensantes, medos e apreensões. Que tal, do 'explodo tudo para não amar', explodir tudo para amar e em proveito marcar outros tijolinhos? Por trás de todo 'não amar' há a palavra rejeição em atuação. Pense na pincelada do início. Nos espaços sonoros e, especificamente, os espaços internos da música.

.bela semana!