2009-11-16

Lê amor no amor?


O assunto anuncia a chegada em sua língua que desadormece. E o ponto final não dá gosto. Partos paragrafam a saborosa pausa do degustar vinho tinto. Cheiro de livro inteiro silenciando mar em fúria em versões por palavras captadas pelo tom que é único. As palavras no romper nas entrelinhas das linhas que se lê em nuances. Os olhos vibrantes aos acordes na vida que se escuta, tal e qual como se vê em palavras que se escondem para encontro. Amadora não poetiza no poeta que enxerga na releitura a combinação de notas. O entrelaçado. Bailouço da imperfeição ao perfeito na melodia em pauta por ser no papel de passos em silêncio, ritmo e tempo. Na sala, as mãos em perseguição. O tato ao beijo que vai ao coração. Ao frio da madrugada o conhecido desconhecido em passos suaves de leitura na tecla que é especialista. O aquecimento em coração de pedra. Amor no silêncio amor da demonstração. Em botões na captação por estar esparramado sob o assoalho e orelhas se levantam em sinal de atenção. Conversão à poesia na voz do dono. Letrativo compreendido na embriaguez dissonante que aguça a escala do despertar. E uma doce audição por permitir o acionar no botão do tímpano o todo que vibra. As notas por invadir todos os poros, até conseguir sentir o gosto da partitura na boca dedal. Ao fechar dos olhos enxerga na íris puro e revigorante baile de desmascaramento. Musicalidade que se basta como a primavera no se deixar cortar para vir mais forte. O tempo por escapamento do cronômetro quando dança par à boca da perfeição magistral. Cheiro do enlaço e aromas ofertados que protagoniza história não nela, nem na canção, e sim, nEle. A janela do quarto é história de grandes aberturas solares à cabeceira da cama, fazendo sonho vibrante na personificação de bailarina sempre nos ritmos do que proclama ourindos registros em veia. Pura visão que mergulha ao unisso como desenho em carne viva e à grafite textualiza os contornos alagados de tanto se sentir ser.


. canteiro pessoal

3 comentários:

O Espelho de Eva disse...

Apenas alguns instantes de silêncio, alíngua em agonia, o beijo que se faz...

Parabéns mais uma vez, acho que jamais me cansarei de parabenizá-la.

onzepalavras.com disse...

O texto está fluido como a matéria da saliva que molha a boca.

Fluxo de consciência. Parabéns.

Eduardo Silveira disse...

oi!

obrigado pela visita ao Sujeito oculto. Legal vc ter gostado das minhas ideias :)

Tbém gostei muito do seu espaço
Na verdade, nesses ultimos dias, estou na reta final da facu, está muito corrido (somado com meu trabalho, enfim), o que vem atrasando meus escritos e a leitura dos blogs amigos
Mas na próxima semana apareço para ler os textos com mais calma

um abraço :)