2010-01-22

cor de um espelho


A pena simples sobre tinta, prelúdio na tecla por ganhar em coerência e coesão e, sem música, sem palavra e sem poesia, nulo talento, apenas redefinir fase infinita dum discurso em tom baixo. É pedaço dito: quero girar no seu coração ! A escuta faz pensar: O que é girar no coração ? Pois há tantos tópicos no girar. Será que o girar é desejo de anúncio momentâneo ou duradouro ? Coração do pedido exprimi o gosto nos provérbios, também quando se ouve, se fala em olhos. É tortura, corrói por dentro a violenta ausência de gosto da água. Que olhos, se não é possível os olhos por trás da tela sentir aroma do que quer absorver olho no olho ? Esse querer é demais ? Grita a resposta. É preciso entender 'a violenta ausência de cor de um espelho para poder recria-lo'. Quando se pronuncia letra por letra surgi nos minutos o cheio e mais sede de leitura no conhecer. Compõe-se história que inaugura um espaço privilegiado. Acha tudo como num telescópio. O preto e branco renascem e recapturam as verdades mais difíceis. Silêncio que fala em cor de gesto se renovando como a pele da cobra rompendo lisa sobre a pele velha. E em urgência uma missiva importante entra em cena. Um piano é seu presente habitado num baú oculto, a chegada do ar renovado remexem as emoções, memórias de criança; sonhos de atuar voz do que fala concertar o layout de solos. Há um ser que intriga, é força de música em mistério, amor exposto em forma de tato que não se senti em físico. A casa é loucura ao que se é lido e relido, rebuscado porque ler e reler quando dentro mistura no que está dentro. Confuso ? O que é universo ? Universo não é o que está fora, mas o que por dentro habita. Habitat que corrói em frases: 'O que falar sobre si mesmo, o que dirá ? Dirá que sabe o que não sabe, tudo aquilo que jurou nunca dizer: por que e pra que ?'. No alto da escadaria, as luzes da cidade celebram compromissos falsos. Relacionamentos interpessoais em interesse gritante, e em finitude cai no desacreditar de laços. E os confrontos de alma que engrandecem a vida do ser humano, sendo escravos, controversos e complexos. Na fala de agora, os ossos estão se retorcendo e um grito sai: - Lázaro, sai para fora ! Quem é Lázaro ? Um convite e uma ordem. O haja para deixar a morte e viver a vida. As ligaduras arrancar, e descobrir o rosto. Que rosto ? Espelho do outro, que reflete o reflexo em si, transmite mensagem intensa, e que mergulha mão fascinada. E escorre, o reflexo que arrasta o vazio e por tom cheio e transbordante. Como brisa que abre o coração e as janelas, no sol de um novo dia se vê.


. canteiro pessoal

2 comentários:

onzepalavras.com disse...

gostei das enxutas e exatas palavras da tradução do silêncio do encontro real entre dois, que não conheço, mas que são familiares.

O Espelho de Eva disse...

Bom seria que todos os reflexos fossem exatos e coloridos... mas o espelho é perigoso e reflete o real... porém é fragil e despedaça em mil lembranças os cacos da realidade.

Como sempre lindo o que escreve, obrigada por tuas bela palavras em meu espelho.