2010-01-15

Perfume Suave


Simplesmente, sorri em música. Na perseverância, através do grosso vidro à prova de som que há separação nos compartimentos. Como rio em primavera, melodia que acalma na quietude. Sem ornamentos e nem adjetivos vazios, tolos de sentido, mas nos olhos que chamam detalhes. Não pode ser enfeitado e artisticamente vã, tem que ser apenas. No fluir canção de voz na partitura aberta à frente. A escrita é mar, o mar em escuta. História que é história. A palavra fruto da palavra. O sorriso de renascer na passagem do amanhecer. A pintura do rosto é ar feliz e atrai as atenções. Os raios de sol grito potente nos lábios que calam não são o palco, pois há um palco que é palavra. As tréguas do inverno frio na expressão de um ser que se abre desarmando nos dias cinzentos e enevoados para atingir o alvo. Os mínimos detalhes que movem, ensinam a canção e fazem proezas. As árvores que se despem de folhas por lágrimas que caem do céu no poder do sorriso magnético, antídoto do corpo e da alma. A criança que se esconde timidamente existe viva e o que parece não ser observa de longe o quem és no momento mais íntimo. Tão secreto a escrita adormeceu, embrenhar-se no vento forte que sopra tão fugaz, para conseguir reler todas as letras que compõe a composição. No deserto um sinal no meio dum silêncio ensurdecedor envolve no manto dourado. As palavras em vozes respiram ao canto chamando pelos cantos. No belo passeio, nome com maresia e cheiro de mar história engravida. Voz de plantio soa nos ouvidos como selo gravado, timbrado e tatuado. E o mistério está no nome que não danifica, mas está pacientemente nas indagações que sobressaem em vida íntima. As palavras estão escritas por dentro. E em voz continua chamando na cabeça sem tentativa de adeus. Uma carta foi escrita, mas engavetada, engessada no sentir que desmorona os sorrisos deliciosos. O papel de nu faz dor em vidas, mas é difícil segurar o que não pode se fingir. Faz destreza na mente, prende em liberdade numa totalidade. A cada passo deixa as pernas letrativas nuas aquecidas na nudez da dança do pensamento que remexe a semântica. O corpo ao dia verga-se pelo luto só por um par apenas, em ritmo da melodia tempestuosa que marca e é marcada. Arrepia nas longas noites com ar de lua brilhante em tom que embala. Nas estrelas que brilham em jeito de segredos. E os ventos sopram, cortando penedos no que é pronunciado. Perfume suave no silêncio de alma instalada nas palavras adocicadas do doce poetar, sem curvas sinuosas, mas uma ponte à espera do sim.

. canteiro pessoal

2 comentários:

Cá Almeida disse...

Olá!!!
Obrigada pela visita, passei para conhecer o seu cantinho! Você escreve muito bem, parabéns!
Vou acompanhar a partir de agora ;)
bjs,

Canteiro Pessoal disse...

Cá, seja bem vinda, é uma honrá-la sua presença e seguir.

Abraços e paz!