2010-02-18

Dança de ser


Pensa em vomitar palavras, vomita letra por letra enroladinha. Coragem ! O dia em impacto por impingir atuação. Mas, ser subjetiva do subjetiva. Ao escrito escondido, sem o entender, pois se ocorrer a lua desaparece. E irá borrar o psicografo. Não que rejeite a compreensão, é que apenas o final do dia pede silêncio. Desfecho sublime ! Vai primeiro ao início, para o término ter coerência e coesão indelével. Rebobina. Chegada à madrugada como nebulosa. O sono longe da habitação e a lagarta distrai-se em leitura profunda. Diálogo consigo mesma. Após, generosas horas, o corpo repousa no lençol liso e macio. Mas mente em contínuo trabalho. Imagens e frases em sonhos. Por onde anda o cheiro das flores do campo ? Despertara, e o ponteiro anuncia partida para a empreitada. O frio alojado no ventre corroendo o muito falar. E o silêncio encena a apresentação em casulo. Na sala solidificação do silenciar, os personagens além de mudos, eram presos num escafandro. Em grito começando o grande comício na floresta. Pois, a falta de movimento congela e causa anormalidade para uma dita sistemática. Este que, é verminose e traços discriminativo. Aceita ou não a reflexão ? No percurso, momento súbito, o baile acontece e vários personagens entram em cena mostrando que o todo é um em todos. Almoça e descansa, e os olhos processam a captura do isolamento. A tarde que já é bater forte à porta traz coincidência em nome. E a harmonia ? Os corpos no recinto falam por comunicação alternativa, lagarteando por aí para muitos. Libélua grita: - Ela é muito feia ! Os padrões estabelecidos pela cultura julga inútil . O sono vindo como um presente diante de tantos episódios. A entrada do que está à espera meses, e não exprimida na questão do de repente sumiço. Tola ? Trouxa ? É, a história não estória descortina para novo recomeço. Sim, grita ! O remédio em belos goles. E a caneta por hora no pedir perdão, pois tristeza tomara em minutos em extensão de horas, na decisão da decisão em não deixar registro em azul. A escrita na continuidade em branco. Complicado ? Difícil, mas não há comida que chegue no que retira pés. É muito diferente. Tudo tintura ser dificultoso sabor em não compreensão. Aceita o que não aceita. Oh, mistério !


. canteiro pessoal

5 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Intenso como o silêncio!

Vanessa Souza Moraes disse...

http://meudivaenacozinha.blogspot.com/2010/02/selo-2.html

Ganhaste um selo.

O Espelho de Eva disse...

Vim para agradecer, mas acabei esbarrando no bálsamo que serve, ou talvez vinho?, visto que embriaga e faz com que absorva e beba tudo até a última gota. Mas existirá última gota? Pois da fonte sempre brota, jorra, escorre o vinho, a delícia, o medo, a força, misturados,saborosos. Sorvo tudo e em minha boca se desfaz volátil e gentil, as vezes desce goela abaixo rasgando a garganta, estômago, ventre, alma, ser. Quer sair! Visto que de dentro já veio e precisa estar agora em muitos lugares, em todos os lugares, como um grito, um clamor, um sussurro, um olhar por onde flua, seja, surja, mude, renove, inove, mostre, viva, morra, renasça.

Muito beijinhos e abraços e PAZ.

Canteiro Pessoal disse...

Vanessa, obrigada!

Paz.

doce anjo disse...

Passei agradecer a visita e dizer, a partir desse momento eis uma pessoa muito especial aos meus olhos, uma pela visita maravilhosa, e outra pelo post cativador, e elegante a forma que expressa o texto, bjux volte sempre meu cantinho, so esta faltando vc a direita ali onde so estao as melhores, bjux anjo surpresa boa te vc meu blog