2010-03-10

Esta vez é!



Como entende ? Ouve o silêncio. O que fala nunca é o que fala e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade fala, porque mesma não pode. Não entende, respira as letras de sangue que jorram na mudez protagonizar. O olhar no horizonte, trilho de não adeus, com um néctar em olhos. Claro que, escolhas o ser é submetido, a própria escolha escolhe e marca pra sempre, no que será livre ou será escravidão. Em fases, o toque se torna estranho da primícia, e é ferida tão enraizada e poucos compreendem. Quais vasos renunciam por compreensão à tela ? Muito é falado sobre o atrás da porta, mas pouco absorvido em pele e carinho pelo que se debruça cheiro e que o seu é vival. Ao ver refletida no belo olhar, a esperança encena sobre a solidão. E esta vez nenhum mistério há. Mas, fazendo-se assim a saudade chora e o amor que está escasso é difícil absorver, só que os seres são carnes. Lamentável ! Agora, é menos que nada. Por que o último olhar do tanto amar ? É tortura, que se vá embora. Pois, dentro capta a descoberta da beleza e a convicção que o amor ainda existe. Água que molha uma flor. A resposta da súplica, o grito de socorro que ecoa mudo, mas ouvido por dentro, deixa na memória encontros fortuitos, surpreendentes, as horas da libertação e entrega refletido em ambos. Os corpos, as almas e os espíritos sempre da mesma cor, uma cor diferente de toda humanidade, que os une. Amor metafísico ? Ecos que passam em impressões e preferi agarrar ao amor que se senti, quando em abraços reaviva o prolongar dos diálogos, beijos e toques, afinal em juntos se vive seguro, protegido e nada do que vem abala, nada faz luto o que existi entre. E agora, os ossos quebrados respirando uma ilusão nova no ar ? É altura de desistir e se fazer duvidar ? Das palavras nas mãos, separáveis e inseparáveis com saudades e ciúmes e por amor, certo medo de sofrer o que está em sinceridade tão óbvia. A tempestade do passado, a cena terrível que continua a se repetir até o anoitecer e estende na manhã que partará, se estabelece, ruindo e devastando o que parecia estável. Como o mar que arrebenta e destrói diques, castelos, cais, enseadas. E o vendaval leva para longe a poesia, as criações mentais, as que alimentam o ser e o fazem maior, mais belo e talvez inabalável. Entretanto, tudo é movimento no universo, nada se mantém estável, ainda que a gente faça de tudo para que não esmoreça. Mas, esmorece.

Nos olhos,
procura da sinceridade.
Aquele traz esperança na solidão
novamente confiança tão difícil
e não pode negação.
O acreditar e [re] começar
sem os mesmos receios
que fazem duvidar.
Sentir o amor existente
como néctar divino
e nos abraços reaviva
as mãos no coração,
o tempo do perdão.

. canteiro pessoal

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Comentáros colhidos: Ítalo e Poeta do Inverno.

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Parabéns a vocês, sim,
com toda justiça!

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MULHER ESTE SER QUE LEVA CONSIGO O FUTURO DA HUMANIDADE EM SEU UTERO, MULHER ESTA CANÇÃO NUNCA INTERROMPIDA PELO EXTASE DO OLHAR OU DO TOCAR, MULHER PARABENS...


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Ítalo, obrigada!

Paz!

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Hum... poeta do inverno! Estação que amo, pois atuamos o entrelaçado de maneira inteira e deliciosa. Obrigada pelas gentis palavras.

paz!

Juan Moravagine Carneiro disse...

O mar se vai
o mar de sono se esvai
Como se diz: o caso está enterrado
a canoa do amor se quebrou no quotidiano
Estamos quites
Inútil o apanhado
da mútua dor mútua quota de dano

Vladimir Maiakóvski

doce anjo disse...

Profunda nas suas palavras. amei um texto bem definido como o seu bjux ve se apareça um visitinha, basica rsrsrs Bjux otima quinta