2010-03-27

Alçar letras


Feliz Aniversário ? Sim ! E o ósculo ? Uma oferta que linhas não explicam, apenas respirando em pele. O doce sabor de bailar numa partitura incomparável. Um dia especial que não fica em branco, nem se inventa desculpas. Mas, em quebra de um condicionamento publicar nas linhas do âmago o toque de alma aquecido por ser agraciada no esbarrar com outro ser, possuindo caráter em porte diferenciado para muito trazer ensinamentos. O cheiro agradável de um racional escolhido na corrida implacável ao ventre, para que o imaterial peso da solidão seja nulo, e traga-se o dedilhar de música nunca dita à porta do dito. Pouco a pouco, nas múltiplas palavras visualizar o desabrochar de um botão, na intenção ser realidade em desenho nas paredes de casa, e assim, almejar ardentemente, arrematar o suspiro da face que se dirige em apreciação. O contorno brilhar as páginas, que, corajosamente, escrevem-se quando a leitura é em carinho. E o que se fazia desnecessário, faz-se tão necessário. Como é saboroso imaginar o sol que não se pode ver com tanta força arrebatar o sorriso e girar dentro de um coração. A palavra que se diz em surpresa e tudo se tornar diferente. E ao toque musical proporcionar os preparativos para voar. Que tal alçar um belo voo ? As páginas que se abrem em cada sílaba, sulco macio das vogais, num breve obstáculo de consoantes, em que os dedos não absorvem receio, até chegar ao fundo dos sentidos. Por uma retina que mergulha no livro, passando o dedo em cada letra e sentir a fragrância derramada no papel, como se sentisse a pele abraçar. O tempo solto ser maestro, mostrando o quanto a vida por trás das telas, deseja as palavras da vida em nado profundo em veia, sendo transbordante dentro e trazendo claridade para muitos solos. No trilho das palavras que quebram o silêncio de agonia, e todos os outros sons cessam, mas vivendo o silêncio jubiloso, que escuta tudo. E chorar sem interrupção, o som do recomeço, como um fluxo incessante de palavras e lágrimas em pausa para reflexão, levando à maturidade. Os olhos sendo a boca, bailando no fundo, profundo e distante, e deixando-se morrer. Morrer para viver no auge das suas capacidades e habilidades, talentos em garimpar, por uma vida de conquista e determinação.


. canteiro pessoal

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Colhidos!

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alçar letras,

adorei isto!

Ítalo

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Oi querida! Adorei o parabéns e o comentário no meu post "sumido", achei vc bem humorada e simples, escreveu de uma forma q eu entendo pelo menos rsrs

aproveite bem o congresso! :)

Nicholas

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É Nicholas, meu docente, estou na tua escola aprendendo o b-a-bá do ser 'humorada' e 'simples'. Afinal, o complexo por mim tão vivido, em partes traz um certo desgosto e me usurpa o brilho pequenez.

Um presente...

[um ósculo]

Ítalo, também adorei e muito fala ao meu íntimo, a questão do alçar letras. Portanto, que entremos nas letras que conjugam simplicidade e ao mesmo tempo, quebra do ego, e o nu seja exposto de forma sublime, causando marejo nos olhos à espreita, clamando uma injeção para a libertação literária, afinal somos todos escritores, escrevendo a própria história neste mundo.

Abraços vaso!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

vou neste teu alçar letras, me permito a fantasia que me consome tão bem neste texto

Juan Moravagine Carneiro disse...

O tempo e suas representaividades e amarras...o nascer e morrer de todos os dias...a flor que desabrocha...e os espinhos que acompanham....o gosto ébrio de perdas e conquistas!