2010-03-30

O inicio à porta



Anúncio de semana corrida e muito aprendizado, e da vestimenta renovada, só que admite causar um frio na barriga, mas não pode recuar o mergulho para ser marcada e com este tempero no prato. À entrada, claro, com o pensamento em linhas, pois há dias a ficha da saída caiu ao trilho por entrega do início tão vivo, e à porta do infinito contemplara fechada. Após, assistir um filme, retratando toda a história da mulher-menina, e que não se atreve citar qual, pois se encontra despreparada para o quebra de silêncio, mas que o choque visual e auditivo, trilha sonora, trouxe muitas lágrimas. A base que foi removida, porque deixara perder, jubilosa, gritara o nome outra vez com grande aquecer. E no mental sobrevoando como é difícil quando se perde o coração no laço da ilusão, ainda mais quando a ilusão se torna tão convincente; enraizando de forma que todo idealismo e personalidade vai se definhando e ser fica a pele e osso. Medo de ser ? Na mente em dança: não ter medo de fracassar, de não vencer, de não tentar, de não romper, pois o verdadeiro amor lança fora todo nó, vem do alto e ensina a não temer. Pausa ? Sim ! Propícia. A voz ao pé do ouvido: - Ouvi dizer-te que queres um pouco de atenção, posso fazer muito mais pro seu coração, quero te ensinar a vencer o medo do amor; pode confiar nos olhos que vos fala para te arrancar da solidão. Se nunca quis se entregar, e não aprendera a sonhar, ensinar e amar é ofício prazeroso trilhado antes da fundação do mundo. Se só conhecera a dor e não provaste o amor, dar-te-ei. Milhões de beijos, abraços, carinhos, fazer-te feliz. Despertar um sonho lindo, o que tu sempre quis, sentir e conhecer o verdadeiro amor. E agora ? Suspiro, mas... Está de passagem, o congresso no palco consome de forma gritante. Ao momento é impossível não registrar o quanto vive em dias partituras nova, e a retina abrilhanta o que não descartara em leitura. Pensará que aos 28 anos, saber o que é definição, só que diante do que mergulha, ultrapassa qualquer definir, pois promove muita reflexão e um sabor incomum. Há muitas partes do todo que se encaixam com precisão no âmago, assim como uma frase lida outrora de que nunca mais cantara. O que achar da releitura ? O anulamento do cantar, algo que perdera tudo por uma entrada permitida, fixando-se no sombrio. Mas, delicioso no tempo de ofertar, que desperta para adentrar no certo [o inteiro] e não duvidoso.



Quero inaugurar meu novo estar-dentro-de-mim ao teu lado
[...]

Abreu, Caio Fernando



. canteiro pessoal

8 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Colhido

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amei a imagem!

e sempre é bom voltar aos teus textos!

grande abraço!

Ítalo

Canteiro Pessoal disse...

Ítalo, digo que é sempre maravilhoso deparar com teus pousos ao meu jardim que não é mais secreto.

Abraços ave rara!

Gilson disse...

Obrigado pela visita lá no Blog, eu cheguei a perder o Blog inteiro e estou reconstruindo tudo de novo. Estou pedindo aqueles que seguiam o antigo que entrem como seguidores desse também para que possamos nos acompanhar.

Abs

Canteiro Pessoal disse...

Gilson, ok!

paz!

onzepalavras.com disse...

Lindo o novo visual do blog, fazia tempo que não passava por aqui.

Canteiro Pessoal disse...

Karina, verdade! E estava com saudades, e obrigada, afinal mudar é sempre preciso.

Abraços ave rara e não suma hein [!?]

paz!

Juan Moravagine Carneiro disse...

"...Para cantar é preciso primeiro abrir a boca. É Preciso ter um par de pulmões e um pouco de conhecimento de música. Não é necessário ter harmônica ou violão. O essência é querer cantar..."

H. M

Canteiro Pessoal disse...

Juan, só num complementar do que partilhou, e há veracidade e me prostro. Para cantar é preciso primeiro 'escutar o que ninguém escuta', que seria: renunciar a si mesmo para adentrar nas partituras indeléveis, para depois abrir a boca. Pois, assim, o que exprimi: 'para cantar é preciso abrir a boca', será de profundo impacto e metamorfose. Realmente, 'é preciso ter um par de pulmões', inspirar e expirar com tamanha entrega e desentrega, 'e um pouco de conhecimento de música', que me remete que tão somente com o 'A' do alfabeto, constroi e reconstroi o que está para existir, o desabrochar. E que nos conjuga: 'não é necessário ter harmônica ou violão. O essência é querer cantar', render-se ao desconhecido que fala mistério.

Obrigada por suas asas que me proporcionam belos descansos e muita reflexão.

Abraços perfumados das pétalas gardeniais.

paz!