2010-04-17

Fragmentos


Não sei se vem hoje
ou madruga, mas já dói...
Estou olhando pra dentro, mas bem pra dentro.
De mim
Fazendo uma faxina !
Vou descansar
Repaginar
tocando de leve, misteriosamente.



O seu mais leve olhar vai me fazer, facilmente, desabrochar.
Apesar de eu ter me fechado como um punho cerrado,
você me abre sempre pétala por pétala
como a primavera abre
(tocando de leve, misteriosamente)
sua primeira rosa.


Canteiro Pessoal e Paula Neves

4 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Esta questão é simples e complexa como um haiku!

Canteiro Pessoal disse...

Haiku? Interessante! Não conhecia e o que pesquiso, agrada-me.

"O haiku é mais do que uma forma de poesia; é uma forma de ver o mundo. Cada haiku capta um momento de experiência; um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza interior e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida". (A. C. Missias, biólogo e poeta americano)

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Este caminho
Ninguém já o percorre,
Salvo o crepúsculo.


De que árvore florida
Chega? Não sei.
Mas é seu perfume.

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Juan, obrigada pelo que me oferta em conhecimento, fascina-me.

Abraços vaso transbordante!

Por Ele. disse...

E as peças saem ou voltam?

Só sei que agora sei que é haiku.

Canteiro Pessoal disse...

Paula.

Resposta: [enigma]

Bem. Parafraseando: Na hora do crepúsculo, sozinha na cidade medieval, sob flocos ainda fracos de neve- por que então sentíamos tão presas, tão segregadas?

Abraços!