2010-04-27

Hoje ossos, aí de mim


Porque não estás naquilo que vejo ? A razão do estás naquilo que outros estão e não estou ? Foges para um lugar que não habito e o cheiro é desagradável as minhas narinas. Tu que intitulas entendida aos relatos tão velhos de casa, patina em partituras que não me casam em sabor. Porque chamo e se fecha ? É fato que, quando chamo, seu grito de sim é fingido, pensas que me enganas ? Por acaso não sou o que te deu um nome ? E a cor de sua pele ? Os dias me estão tristonhos e de vômitos, pela ausência que fazes, pois com tanto amor grito seu nome aos quatro cantos da terra e persiste a teres porte de mula. Do dentro que falo e minha vivente não escuta:- Ninguém durma ! Tu também, ó princesa e príncipe. Sabe que este papel não lhe vesti em perfeição, e a faz deformada, em processo de mutilação. Só que a ilusão é tamanha que a imagem no espelho traz uma princesa como muitas andam ao globo. És uma cega diante um mundo cego, em contínuo ensaio sobre a cegueira. Os dedos em declínio cantando uma falsa felicidade, que carrega melodia sem palavras e sem nada. Julga-te que múltiplos livros uma sabedora se tornará, tampouco esqueces que o saber é vivo na arte tumular, e quando se embrenha em humildade. À hora da estrela, não clarea. E este frutífero jubila no momento, onde os pré-conceitos e paradigmas são feitos em descarte, com a posição e olhar voltado no que ensinou o que é ser o que não é pra ser em molduras, que não apregoam o ser eu especial e de sucesso, mas fazendo o semelhante em primeiro. Os dias estão velozes, isto resposta de que próximo é chegada o soar da trombeta. E tu, até quando aceitará o conformismo ? Não percebes que tudo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Portanto, que não se engane a simplicidade está em renúncia do reconhecer e viver mudança, não importando com que outros falarão, etiquetando-a como tola e quadrada. Começa pelo início, coragem ! E tudo faz as coisas acontecerem antes de acontecer. Pois, a estrutura do átomo não é vista, mas sabe-se dela, tudo no acreditar que não se vê. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável, com isso se esvaziar traz à tona o pulsar perdido.


. canteiro pessoal

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Um coser de dentro bastante dolorido, e que usurpou o sono. Após, o espanto, e repetidas vezes, [compulsividade gritante], conduzindo-me em diversas [re] leitutas. É fato que, há podres no meu interior, e insistentemente perco o olhar do belo, por aceitar a condição imposta pela sociedade.

[...]

Juan Moravagine Carneiro disse...

Não acredito existir verdade absoluta. Existe sim fatos, e os mesmos saõ interpretativos...mas é estranho e perigoso quando achamos que nossas interpretações deste fatos nos trazem "o pavoroso riso do idiota' como diz Rimbaud!

V_ Leal disse...

absoluta só a morte, só a vida.