2010-04-26

Meu nome ninguém saberá. Não, não... o TEU!


Cante-me em teu segredar ? Do íntimo aos papéis coloridos grito meu nome em dodecassílabos a ti vento. Colo-te e amarro-o na pena letral que faço como posse. A ti vento meu, volto dengosa e suave no olhar-te. Versos para nossa linda canção que trançam minhas madeixas e provoca teu sabor. O perfume irresistível e faz-me lembrar do cheiro no não deixar só. Entre suspiros de um acalento no meu pensamento e no atrás do tal, marcando e desmarcando o firmamento nos poros a transpirar-te em delírio do sem fim. Ah meu ar ! Na poesia que eu te falo a poeira é empurrada e inspira-me por bater as asas. Por polvilhar-me na obra das suas mãos que tanto me ama e as pétalas recebem estrelinhas brilhantes em noite de não lua. Vento que traz o recado, ouça a música da suavidade dos meus olhos fechados ? Olho-te no luar do teu par de olhos em perfeição e abraço-o como eu continuo a ti contar. Danço na chuva. A água corre em minha pele retinal-matinal e choro gotas contigo, unindo-me ao seu banho lagrimal de amor e chama-me. Permita-me ser sua copista ? Aqueça a tua que se joga no teu colo num perdurar orquestral ? O nosso próprio quarteto. No céu bailando-me como um pássaro, flutuo entre as nuvens como formato de algodão na intimidade do nosso ninho não atuante vazio, apenas do meu silêncio. Tu que me amas ler em silêncio. Ensina-me capturar o cheiro de perfume agradável e renovável. Nas cenas do nosso cotidiano vou te colorindo como sensibilidade duma pétala aveludada. Ao acontecimento perdido ganho pelo teu tempo do embriagar-me. Seu nome é: Delicadeza ! Sei-me das variadas falas difíceis do meu entender a entender-te. Ando bem sabes, num movimento do cansar entre um puxão e outro na linha enrolada do ruído da qual estou inserida: mundo. Numa lata velha de uma coisa qualquer denotada comum. Não suporto o comum, pois tu estás agregado no incomum-ilógico. Por isso, a opção da tua cá é no se esconder em teu olhar procurando sempre ensinar-me a arte de amar na escuridão. Conhece-me bem. Num simples papel branco ou colorido prenúncio exprimir os escritos de meu interior que arde no quanto gemi. Denunciando-me cair sobre a palavra amor e na linha transparente dum coração polido. Habitar bem lado a lado da tua levíssima suavidade, para que a minha escrita nossa, marque o expressar do mais belo de se ver.


. canteiro pessoal

6 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Colhido! Uma ave rara que em PASSOS DA ALMA, esmiuça ardência e sensibilidade

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Seu texto é um sonho!
Daqueles que a gente lê e suspira junto!
Seus textos sempre tão intensos e cheios de sentimento!

Lindo!

Bjs flor!

Pri C. Figueira

O Espelho de Eva disse...

Simplesmente incrível!!!

Petro disse...

Original mente puro...tenho aqui um novo gênero literário que ainda ninguém definiu...vc é a primeira criadora...eu tento definir: é poesarte? É arte na morte e vidarte, vidate, vivarte...é rima, é prosa, é vida em mim-arte...

Magnífico poesarte...acho que é este o nome, POESARTE.
bjuxxxx

Juan Moravagine Carneiro disse...

É como se um quadro fosse pintado com palavras vivas...

Canteiro Pessoal disse...

Juan, este teu comentário, lembra-me do trecho de um livro que me chegou em mãos hoje, estava meu tesouro emprestado.

Respire em mim... fundo,
Para que eu respire... e viva.
E me abrace apertado para eu dormir
Suavemente segura por tudo que você dá

Venha me beijar, vento, e tire meu fôlego
Até que você e eu sejamos um só
E dançaremos entre os túmulos
Até que toda a morte se vá

E ninguém sabe que existimos
Nos braços um do outro
A não ser Aquele que soprou o hálito
Que me esconde livre do mal


Abraços vaso!

Canteiro Pessoal disse...

Petro, incomum: POESARTE. Portanto, amei a definição.

Abraços!