2010-04-18

Pra que falar?


A Eva do Ômega deitando à cama em concha. O livro e diário escrevinhando com o leve toque da respiração. As imagens descritas na pele formadas pela seleta memória fotográfica. O que desafia a engenharia das filmadoras industrializadas. Está nos olhos, todo escrito. Escrita ocupando espaços. O silêncio da perfeição. Sendo difícil exprimir a fonte no letrativo, preciso ler a retina para conhecer as partituras do dentro. Num compasso à vida do que dedos desenham sob flocos de neves dá. Nas horas, confessando nem querer às vezes tomar banho. Tudo para não tirar o cheiro do que ciúme oscula. Por que então se sentir tão presa, tão segregada ? Enigma. Mas, anunciando fome e sede por estar no par de olhos do pedido.


Pausa.


- Deixa sair !? Tudo bem se está com um pouco de medo. Não é preciso agir como se fosse corajosa. Ninguém sabe que coisa a faz diferente de todos os outros. Mas à medida que viajares esta longa estrada, certeza há que descobrirá que 'coisa' é pra ti. Mesmo quando aparentar estares sem esperança, apenas se lembre que não estás sozinha. Pois, 'juntos' pegaremos todas as lágrimas e transformaremos em estrelas. Elas brilharão tão fortemente que nós veremos o amanhã, o melhor que está por vir.


. canteiro pessoal

2 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Pra que falar?

Ah! Talvez a lingua seja realmente fascista como Roland Barthes diz...Ainda seguindo o reasto do autor de A câmara clara, como é fascinante o "saber com sabor", logo, pra que falar?

Canteiro Pessoal disse...

Juan,

não falemos.

Ei... vamos tomar vinho?

O SABOR!

Amplexos vaso.