2010-04-24

Relógio da vida


O famoso som tic-tac do relógio sempre no bater de porta. E como reclamar do tal relógio, a final de contas, a hierarquia dos ponteiros surgiu do mental ser mortal. Ponteiros percorrem gerações, tudo cronometrado miletricamente; pés e mãos atados, a liberdade ora, não baila no espaço. A cronologia encena a produção em série. O respeito ao tempo DNA de cada ser, não existe e nunca existiu. Ser amante do autocontrole. Ponteiro em homogenidade atua no palco em sua teoria-prática como a perfeição do ballet de Bolshoi e o Cirque du Soleil. Círculo vicioso que focaliza ao prisma e não a esfera, e vice-versa, quando aparece um ou outro simultaneamente, o massacre é tão operante que o relógio acaba ganhando sempre o papel de protagonista. Protagonista tão Jezabel que publica o não garimpar do próprio interior, mas conhecimento acerca do que o impessoal diz. Seguimento do vai e vem, a brincadeira de criança o bobinho. Hora, minutos e segundos, tempo em questão, atua ser o pincelado original em baús. E lá vai em passos de raposa, o nível cultural cronológico forjado no ventre mental, a robótica dos ponteiros. Declama ao prisma e a esfera, o selar do ridículo ao neologismo e verbetes. Envelhecidas as mentes ao comando do relógio que utiliza fórmulas e tudo sobremodo elevado. E a matemática da autonomia em páginas envelhecidas e jogadas as traças, na linha derradeira as suas flechas lançam com o intuito ao certeiro brilhar de atuação vival do alçar voo. Então, em lábios esperançosos na pergunta que lança em olhos: - Let It Out ?

. canteiro pessoal

2 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Colhido, e com muita honra registro.

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Querida protagonista Priscila,

Primeiramente quero te dizer que o texto é perfeito.
É possível perceber a simetria entre o texto e você. A ligação das palavras torna-os...subliminar.
Parece o conto de um adulto lembrando-se da infância...não apenas lembrando, mas os físico no presente e a mente(quase corpo) entregue ao passado das memórias boas.
Salva de palmas de pé
Eternamente.

Ricardo Venera

Juan Moravagine Carneiro disse...

Me fez lembrar um livro que se chama "Planolândia"...O tempo nos abraço e se não tomarmos cuidado ele nos sufoca com suas ilusões...Durante muito tempo achei que a arte poderia ser a brecha existente contra o "tempo cartesiano", mas aos poucos percebo que até mesmo a arte e sus representatividades estão adentrando no mundo cartesiano...é como se o Príncipe Eletrônico de OCTAVIO IANNI estive-se nos olhando e rindo da gente...