2010-04-19

Travas na alma


Vales ? A grande pergunta. Não se pode responder. Apesar de 28 anos de investigação da alma. O que conta em conta perante as contas ? Apenas uma dose. Um vício sem fim. O silêncio da voz à busca das palavras nuas. Telar o labirinto em cada palavreado. Mas, no sempre receio de escrever. Tão perigoso ! Quem tenta, sabe. Palavras faltarão, pois escondem outras. Segredos infindáveis. Como perigoso mexer no que está oculto. Elas desnudam e assusta os assustados. O escrever à porta para quem acredita em raízes submersas. A profundidade do mar em leitura. E no conclamativo posicionar envolto esvaziar do arrancar sangue. Uma pedra lançada no poço fundo, tudo ser não ser. O remédio para a solidão do mundo que não está à tona da lava. Revelar que entende o não entendido, devido às ciladas das palavras.


. canteiro pessoal

4 comentários:

O Espelho de Eva disse...

Escrevo para libertar o monstro que há em mim.
Para acreditar no anjo que se esconde em meu coração.
Escrevo para aplacar a dor, exterminar a solidão, sorrir em frente ao papel, chorar de olhos bem fechados.
Escrevo para não ser, para me desconstruir, me desencontrar.
Me perco me achando.
as vezes escrever e palavra que lhe joga ao poço, e como são fundos os poços de quem escreve...
Hápalavras que vem à tona, mas nem sempre deveriam vir.
Mas escrever é perder o controle da alma e do absoluto das coisas.
Escrever é tornar a certeza papel e palavra.

Beijos.

Juan Moravagine Carneiro disse...

"...A escrita nos salva da loucura..."

(Orhan Pamuk)

Canteiro Pessoal disse...

Juan. Arde e supre.

Abraços!

Canteiro Pessoal disse...

Scheila. A escrita esmiuça os segredos, fazendo com que se renda no tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas por nulo entendimento alheio, que para transpor as barreiras, sendo necessário desprender dos (pré) conceitos. Decidir compartilhar a grande paixão da vida: a música do dentro.


Certas perguntas nadam em meu íntimo, partilho:

O que existe por trás do muro?
O que é loucura?
O que é ser normal?

Diante elas, 'escrever para aplacar a dor, exterminar a solidão, sorrir em frente ao papel, chorar de olhos bem fechados. Escrever para não ser, para desconstruir, desencontrar. Pois, no perder se acha'. Afinal, no prelúdio se entra em surto, e é internado. Algumas crises serão horríveis, mas precisas. Para seres, criaturas transformarem-se completamente em filhos [as].

Abraços ave rara!