2010-05-27

Bibliófila



Para dentro, dentrear embebiamento em canto elevado. O não dito desejável entrar casado no que leva compondo. Da cor no asfalto os pés usufruindo o multicolorido que diz onde é a estrada que se abre em voz profética. No fundo, o tão falar mais não compreendido por falta de empenho, salvar-se de si mesma do cheio e esvaziar-se por amplexos futuros. Revelar-se no revelando que não nega o erguer tudo novo se fez, tudo novo se faz. As pontes com o passado não mais firmar o andar sozinha, mas a parte que se articula com extremidade inferior da perna, estrelar a hora da estrela. No que faz tanto bem e prazer, terno e deslizante nos lábios como autor da história que leva os fantasmas. O sutil das entrelinhas salvando da espada. Deparar-se como pão da vida, matando a sede na trajetória do ensinamento da captura em nuances. Da busca em coragem que olha nos olhos e permite-se envolver no noivar que sara as feridas, mudando o nome. O perscrutar intenso no escondido que chama, nunca desistiu. As mãos não se fecham e ao vale de perdas e ganhos as linhas retratadas de uma anatomia entregando em silêncio. E nos penhascos das dores emocionais, pérolas negras vivas no palco existencial servindo como chave. Mutilações no teatro da vida em pulsação interior nos goles suaves almejados. Nos corredores da alma, biblioteconomiar o artefato na antecâmara. Antanhar-se desfeito, de antever o clímax de uma narrativa genuinamente exposta no que não palpa, mas acredita e faz ser o intraduzível desabrochado. No sonho lunar prescrever a encenação do real orbitado, em seta o centro vital. O nu, formosa nudez do núncio euforicamente estranhado no corpo racional, que por dissecamento clareado, percebera não foste imaginado no posto prática, devido padrões culturalistas. Dos delírios proximais da inteligência em declínio, desvendando os segredos do organismo humano, pelo ar de enigmas tão impregnados. O olhar fixo nas paredes cativadas, estranhas, às mesmas belíssimas imagens retratando detalhes sugados em nobreza de íntimo em intimidade. Ao campo disposto, que trilha o espremido no estreito, gerando o dia da aprendizagem na fotografia complexa pela inexistente ciência, razão tão castrante. O que se aguarda despida num silêncio oportuno agradável. À porta, que, lentamente, acaraciável por um mestrar ecoativo em tons expandindo sintomas aspirantes. Âmago não protagonizante em múltiplas facetas, mas colado, copista no alvo branco como a neve. Ao cheiro, conservar-se com olhar contemplativo, redenção rasgante à pele fadigada. Nas contínuas letras, que expressam docibilidade incomum no autorar dedicado, no que entre as duas maxilas toca história como ninguém.


. canteiro pessoal

3 comentários:

Sr do Vale disse...

Oh! padrões culturalistas, que castra desejos que nem ao menos sabemos se-los reais ou imaginários, conduzindo-nos ao carcere da invisibilidade plena.

Juan Moravagine Carneiro disse...

As vezes algumas luzes cegam ao invés de iluminar...

Canteiro Pessoal disse...

Ah... Vale. O culturalismo expressão de mentes em criação da insensibilidade. Um adquirir da perca de pele humana, olhante no umbilical, que coloca algema. Engaiola aves, castrando a visão de águia. Esta que, diante um retrato real, faz racionais adentrarem num drama no palco cognitivo, e o espetáculo imaginário seja cotado como alienação. O carcere, que conduz a robótica por se tornarem doentes, no se submeterem cortes de pensar, mas executar e não ao diálogo.

Rafael, apenas luz não ofuscante no fim do túnel, é a voz do quem somos, o que somos e em que nos tornamos diante do caos da morte. Lembras: O caos organizado. Portanto, a que ilumina no entrelinhado, sendo uma especialista em anatomia na alma.

Aves raras, obrigada pelas expressões literárias sacudindo meu campo imperfeito e intenso.