2010-05-14

Como seria?


Os silêncios e os gritos. Quantos gritos ainda não gritados, silêncios não silenciados na vida de tantos homens e mulheres no mundo ? Os sons novos e milenares construídos em suas gargantas. O que há trespassando a pele descolorida de esperança ? Pois, aperta-se o botão do sim e a vida por dentro acende. Mas como agir no que apanha na soleira, na saída para a multidão que pega só ? De novo à pele, o aqui do profundo, sem superfície na alma. Ainda muitos subjugados, desacreditados no não assumir o botão do acender ? Sabe-se o ser humano residindo numa sociedade técnica, passado de geração a geração, como se pessoas fossem também parafusos dispensáveis. Os conceitos desvirtuando pés do sabor não esquecido do dentro, apenas em aguardo no beijo do despertar. Então, o que é que há ? De certo o que se chama de vida interior não se alcança. O viver de si ao pensar dos outros e na permissão do comer as entranhas. Mas, as madrugadas outra vez no ouvir ? Sim ! Não se sabe que há interior ou vendido a alma ? No precisar dos outros para crer em si, senão se perder nos sucessivos e redondos vácuos ? O que há no sim jogado nos latões ?


. canteiro pessoal

3 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Desta vez adentrou nas entranhas de um cotidiano pobre de uma sociedade cansada e perdida...

...Se a essência agora perdida se joga no meio do caos ou melhor da "ordem" do dia-a-dia...

...Nos resta mergulhar em ilhas com fronteiras imaginárias e ver no que isso vai dar!

Canteiro Pessoal disse...

Juan,

assim, em todas as madrugadas o coração acelera na tecla do mergulho. Os sinais sempre nos apontando o estado negruloso, com seu propósito num nanuscrito. As duras pedras, que no sim, existe um não, e no não o sim. No céu, campo imaginário à existência, o existir do chão. E, finalmente, aceitar que sentir doe e no
sorrir o esconder, e viver tem suas mortes precisas, para a calma das águas beijar a sede gritante.

Abraços!

Sr do Vale disse...

Preso a um tal jardim, vou e volto, encontro relatos que falam de mim, dos meus sentidos, como se já tivesse os lidos, quem sabe nas reflexões já não tenha o feito.
Mas meu medo maior é tornar-me insensível, pois há em mim uma explosão de sentimentos, que a cada palavra jogada, me conduz ao meu interior.