2010-05-11

Íntima do Íntimo



As particularidades no deflagar o movimento para dentro, partes negras, densas e de círculos. Com traços tão característicos resgatando o original estilo do marcar a cunho em vinho. O processo da escrita capaz de transpor labirintos mais retorcidos do mental. Está para além das palavras. O horizonte das palavras e realmente o que fundamentaliza. A quebra do quadro da rotina, e criar no recriar redesenhar imagens. E soldar o molde da partitura, a fim de desvelar os meandros íntimos e infindáveis de si. O desmanchar, mas tinturando à sensibilidade. Tudo no universo interno, a partir dos açoites mentais. E no concerne, mostra-se a essência. O da procura, e ocasionar o envolvimento na tensão psicológica à saída do inerte. Os vocábulos em perda do sentido corrente, e amoldar-se à palavra que exprime e gemi por algo que toca. Entrecho compondo cenas na captura do adormecido, obitado.


. canteiro pessoal

9 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

Esta espécie de caos artístico que me permeite continuar vivo...

abraço

V_ Leal disse...

todo texto devia ser curto, afinal, sentimento se alonga sozinho.

Ps: bota esse silêncio de 1 ano pra conversar.

Canteiro Pessoal disse...

Meu anseio ardente continua a ser colocar o silêncio pra conversar, só que o lado oposto não quer, pois o bater à porta o fiz, na íntegra, sua saída é um mistério. Então, resolvi respeitar.

Abraços!

O Espelho de Eva disse...

Olhar-se no espelho, nem sempre pode nos fazer encontrar o que pensamos ver. Há vazios e silêncios que refletem aos olhos de quem para um instante para se olhar. Há buracos negros, fundos, frios, que se expõem... Há, também, flores, perfumes, sorrisos, amores... Há tudo na imagem do espelho e nada se estivermos vazios e ressequidos. Olhar-se no espelho, nem sempre pode nos fazer encontrar o que pensamos ver mas nunca nos impede de olhar o que há.

Sr do Vale disse...

parece uma pintura

Sr do Vale disse...

p.s.: li, "o quarto é o retrato de nossa alma".....atualmente moro na sala.

Canteiro Pessoal disse...

Sr. do Vale. Diga-me: - Como está sendo sua morada na sala? A razão do fugir do quarto? Há mistérios no quarto, uma intimidade sem igual. A alma nua é revelada, e o desconhecido é como véu que se rasga. O nu não tem atrai? Bata à porta do quarto, ou melhor mergulhe-se, no fundo, profundo e distante. A propósito, ser o Sr. Vale, escolha do nome, por conotação e posicionar de que é atuante o nu, afinal todo vale é um desertico em definição. Lugar que conhece e desconhece, faz e refaz, e arranca-se a primeira camada da pele. E o sangue é escrita em olhos, abrilhantando muitos palcos. Então, ave rara, a pintura dança na pele, seu espaço casa-se com o meu, e atrevo-me a adentrar no teu quarto literário para apreciação de um excelente vinho.

Priscila Cáliga

Sr do Vale disse...

Doce, insinuante, arrebatadora, cativante, sedutora.....que desperta em mim o desejo de percorrer o jardim e sentir seu perfume inebriante.
Priscila, estava trabalhando quando entrei na caixa de e-mails e li rapidamente suas frases intersectadas, profundas, metafóricas, e imprimi, queria ler, reler, incansavelmente, e usufluir de envolvimentos e prazeres genuínamente poéticos sensuais.
O quarto já foi meu habitat onde envolvimentos sussurrados, alimentaram o extase de momentos impares, mas esses momentos foram, e como estou só, vivo com as caricaturas dos quadros na parede, desta sala, que também é quarto, que também é o QG, de onde escrevo estas palavras e de onde as pinturas surgem.
Você pergunta se o nú não me atrai, para ésta pergunta é só ver em minhas pinturas a adoração pelo nú feminino, com suas nuances mágicas que me fascinam.

Canteiro Pessoal disse...

Vale. Poéticos sensuais, troco pelas: intimal, caça transparente e nu de alma. O feminino ser o feminino telado pelo nome que está sobre todo o nome.

Abraços ave rara!