2010-05-20

Ofego


Pausa grita ? Falante mistérios reticenciais no estágio de solitária. Um tanto cansada balançando entre o ir e o ficar. Mas, o movimento pausal se espalha, estátua ? Ou imóvel móvil ? Certa hora da madrugada bastante perigoso, não se quer conhecer desfrute desta doença a causa: sussurra. Portanto, imerso na sombra-sociedade, num rápido diálogo com a luz em trilho de brechas: papel, caneta, livros, lápis e horizontes. A aparência harmoniosa, feita refeitada em sopro. No fundo e que fundo, profundo, sempre tinturando o inebriar do sentir a raiz. Descanso no lar do nome, enquanto o esboço na janela pulsa ponte, que, perplexamente dado na própria transparência. Na leitura da sílaba invariável que sangra, num destino de mulher não vencida, esmiuçante escuta da respiração no ar que desliza. Mas com alfinetes diários à pele, sempre persistência, continuidade, alegria. Qual cena de teatro cola o único ? Da estante de despir a alma, capturando o escondido no fundo do baú. Pois, de um traçado a cena confusa de medos revela os segredos.

. canteiro pessoal

3 comentários:

Alma Poética disse...

Ola anjo, quanta identificação me trouxe o teu sempre belíssimo poema, da alma de uma mulher determinada ao amor. Lindíssimo. Obrigado por dividir esse momento especial conosco. Com verdadeira sensibilidade e alma poética Bjs de anjo.

Marquinhos

Juan Moravagine Carneiro disse...

Bela harmonia...!

Canteiro Pessoal disse...

Marquinhos,

no doce voo versando no pôr e nascer do sol.

Rafael Carneiro,

harmonia: o ar lá de fora, escondido atrás da retina, num crepuscular defrontando as normativas, "como ter uma grande esmeralda num estojo aberto".

Abraços aves raras.