2010-05-05

Re-desenhar


Tudo numa manhã que se ouve. Para além da voz existe o som. Na ponta do lápis o traço: - Por onde anda à identidade ? Como a história de alguém que foi e não voltou. O que está a dizer ? Pois no fundo, tão profundo, não passava de uma caixa de música desafinada. O ontem, quebrou-se em pedaços, e gritos acompanhara no travesseiro com um nome. E à beira da fotografia viva, paralizante, com lágrimas saindo pra ver a tão cruel realidade. O vermelho, onde se encontra ? O amor que educa e não passa mão, ou a conveniência que agrada, mas tão hipócrita ? É, para lá não ! Naúseas. Não sabe aonde e quando, mas... Implorante que necessita, a que pede, a que chora, e o que se lamenta. O soco nos lábios inspirou e expirou a reação. Afinal de contas, a pessoa precisa dar um jeito, não é !? A sociedade no porte firme e atuante em crueldade. Que tal uma sacudida agora ? E o tapete levantar ? Do pensamento à extremidade do olhar que canta, o que ninguém sabe. A palavra que está a palavra. Mas que resposta na palavra em curvar ? Apenas em súplica, o derradeiro hálito de alegria outra alegria, à ponta da espada que dissipa todos males microscópios.



. canteiro pessoal

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Fácil dizer, o que foi ouvido. O vivido, é que fala mais alto. Mas, tudo bem, sempre se encontra uma saída.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Esta coisa de uma ferida ser usada para cicatrizar a outra é sempre complicado...

Canteiro Pessoal disse...

É Juan, bastante complicado e não se soluciona nada. Pois, a qualquer momento a ferida estará exposta, como efeito bola de neve ou dominó. Mas, infelizmente, está o humano [menoria] fadigados dos remendos. Gritemos por não sermos acometidos pela avalanche, por algo que não encaramos, e preferimos colocar máscaras.