2010-05-03

Recusa


Ele: - Srta ... lutei em vão e não consigo mais aguentar. Estes meses têm sido um tormento. Vim com o único objetivo de vê-la. Lutei contra o meu bom senso, as expectativas de minha família, a inferioridade de seu nascimento. A minha posição, estou disposto a pôr todas essas circunstâncias de lado. E peço-lhe para acabar com minha agonia.
Ela: - Não entendo [!?]
Ele: - Eu amo-a. Muito ardentemente. Por favor, dê-me a honra de aceitar minha mão.
Ela: - Senhor, entendo a luta que acabou de travar. E sinto muito por lhe ter causado muito sofrimento. Acredite, foi sem querer.
Ele: - Esta é sua resposta ?
Ela: - Sim, senhor !
Ele: - Está a zombar de mim ?
Ela: - Não !
Ele: - Está a rejeitar-me ?
Ela: - Estou certa que os sentimentos que como disse, delineiam a sua consideração lhe ajudarão a superá-los.
Ele: - Posso perguntar por que fui rejeitado com tanta rudeza ?
Ela: - E eu poderia também perguntar porque com o desejo evidente de me insultar, o senhor decidiu dizer-me que gosta de mim lutando contra o seu bom senso [?]
Ele: - Não, acredite-me...
Ela: - Se eu fosse rude, haveria outras desculpas, mas tenho outras razões e o senhor sabe que tenho !Ele: - Que outras razões ?
Ela: - O senhor acha que alguma coisa me tentaria aceitar o homem que arruinou talvez pra sempre a felicidade de uma irmã muito amada ? O senhor nega isso, Sr ... ? Que separou um jovem casal que se amava, expondo seu amigo à censura do mundo por leviandade. A minha irmã ao desprezo por causa de esperanças desapontadas, e causando sofrimento a ambos dos mais agudos.
Ele: - Não nego.
Ela: - Como pode fazer isso ?
Ele: - Porque acreditei que a sua irmã mostrou-se indiferente a ele.
Ela: - Indiferente ?
Ele: - Observei ambos cuidadosamente e notei que ele parecia gostar muito mais dela.
Ela: - É porque ela é tímida !
Ele: - Ele também é muito modesto e estava convicto que ela não gostava muito dele.
Ela: - Porque o senhor pôs a ideia na sua mente.
Ele: - Fiz isso para o seu próprio bem.
Ela: - Minha irmã mal mostra os seus verdadeiros sentimentos para mim. Suponho que suspeitou que a fortuna dela tivesse algo.
Ele: - Não, eu não imputaria essa desonra à sua irmã, ainda que fosse sugerido...
Ela: - O que foi sugerido ?
Ele: - Foi deixado claro que o amor não era o incentivo do casamento.
Ela: - A minha irmã deu essa impressão ?
Ele: - Não ! Mas a senhorita tem que admitir que a sua família é um problema.
Ela: - Porque não temos altos contatos, ele parece não ter se importado com isso.
Ele: - Foi mais que isso.
Ela: - Como assim, senhor ?
Ele: - Foi à falta de decoro exibido pela sua mãe, pelas suas três irmãs mais novas e até às vezes, pelo seu pai. [...] PERDÃO ! Devo excluir a senhorita e as suas irmãs disso.
Ela: - E quanto ao Sr... ?
Ele: - O Sr... ?
Ela: - Que desculpas pode dar pelo seu comportamento a ele ?
Ele: - A senhorita está muito interessada nesse cavalheiro.
Ela: - Ele falou-me sobre sua desgraça.
Ele: - Oh, sim, a sua desgraça foi muito grande mesmo.
Ela: - O senhor arruinou as suas hipóteses e trata-o com sarcasmo.
Ele: - Então essa é sua opinião em relação a mim. Obrigado por uma completa expilcação. Talvez essas ofensas fossem ignoradas se o seu orgulho não fosse ferido.
Ela: - Meu orgulho ?
Ele: - Por minha honestidade ao admitir escrúpulos sobre a nossa relação. Esperaria que eu ficasse contente com a inferioridade de sua posição ?
Ela: - E essas são as palavras de um cavalheiro ? Desde o momento que o conheci, a sua arrogância, prepotência, o seu desprezo egoísta pelos sentimentos dos outros, fizeram-me perceber que o senhor seria o último homem da terra com quem eu seria convencida a casar.
Ele: - Perdão, senhorita, por ter tomado tanto do seu tempo.



"Orgulho e Preconceito"

3 comentários:

Didi. disse...

Adorei os diálogos que vi no filme.
Salve Jane Austen.
Obrigada por sua visita Priscila Cáliga ^^

Juan Moravagine Carneiro disse...

Preciso assistir este filme...

Mistério do Planeta disse...

Amo tanto este filme.

a obra ainda não li.
mais confesso que derramei umas lágrimas com o filme, rs.

beijos querida.