2010-05-30

respirar-te


Dia de parto, fechar os olhos e tocar a face repousando nas estrelas. Na tez de alguém tocando o embalado som das ondas. No escuro, esvaziar de palavras prontas. As pálpebras e os lábios no sentir a vibração da tênue linha. No espaço e tempo, o ritmo percorrer de um oceano a outro. A fonte de inspiração à procura e marejo no silêncio que desperta. Ali, fixar-se e sentir a calmaria doce. Na imaginação a cidade dentro não separar o que vive no nós. O universo particular, perto do céu comungar à casa em preparo, e que aguarda morada. Num canto e recanto exaltar o conserto diário de alma perversa. O correr e parar, viver e saborear os momentos existentes para saboreio no sol e na chuva que acordam em núncio profético. Voar bem alto e agarrar o amar que faz sentido em olhos rendidos. Na pele, que, cometer erros faz parte da raça, mas pedir perdão e perdoar, nobreza em ato e libertação. Se esconder por trás das palavras quando folhas cobrem os pés, resguarda-se. Na água doce, banhar-se às madrugadas, lágrimas em vinho sobre si. Acordar e dormir em madeixas esvoaçantes, como quem dança às mãos do ar que rodeia. Olhar lá fora, a noite em luar olhando e abraçando, num imenso alcançar à volta, que atinge como uma flecha o alvo.


. canteiro pessoal

4 comentários:

Mila disse...

Adorei tua forma de grafar, bela...
Bjs
Mila

Canteiro Pessoal disse...

Mila. Obrigada pelas palavras e visita. Breve adentrarei em teu cantinho e jogarei pétalas.

Seja bem vinda!

Abraços querida!

Sr do Vale disse...

Aí eu fico pensando: Já pensou se vou dormir e sonho com esse lugar encantado.....não iria querer mais acordar.

Nadine Granad disse...

... e que rebento saiu!...

Doce!


Abraços carinhosos =)