2010-06-22

andarilhar


O quadro da pintura num comportamento estranho, tenso e fechado, núncio do querer distância pelas atitudes expostas na parede. Com olhar opaco, sem brilho, por remoído passado que se feri pelas críticas precipitadas, cutucar desumano. Que no momento os diálogos poderão transcorrer como um monólogo aclamado em sutura. E não se pressiona quem não está disposto, o tal respeitar a enredo aceitável. Claro que, seres entorpecidos pelo sistema, com atuar de currículo oculto, e se julgam sabedores sempre na recomendação de pedras a ossos. Uma dura realidade que faz as noites não serem suaves, remoto abrir, e provoca conhecimento intelectofútil. No mundo há mistérios, corpo enigmas e mentalmente se esconde os tesouros do universo intimal. O ser racional não ouve o grito da maior crise, o interior. A nota em cena, angústia, há receio das perdas num emaranhado de dúvidas e podridão sobre o próprio ser. O sol do entardecer reluz e projeta sombra sobre o solo, a qual o jardineiro da vida sabe quando colher belas flores para a reconstrução nata. Mas, variados pássaros agitados, à procura do lugar entre as folhas das árvores para repousar, usurpam de si aromas a porcos. O solar se recolhe no convite à auto-análise, uma carta no baralho a esperançar. Há o negro no surgir sorrateiro de sempre, que não se direciona a uma flor. Em grito, o descarte de fala que enfeita, poderá ensolarar as retinas, com um caldeirão de ideias e alargar a visão sobre a vida.


. canteiro pessoal

9 comentários:

Pâmela Grassi disse...

canteiro pessoal,

teus escritos, traços de um bonito também são raros,

coloquei teu blog na página do meu para assim te acompanhar melhor,

adorei o que aqui encontrei

Juan Moravagine Carneiro disse...

Sempre há um andarilho dentro de nós...mesmo que adormecido...

Como sempre belas são suas paisagens em forma de palavras

abraço

Luciano Martini disse...

Como é bom passear contigo por entre as tuas palavras.

Sr do Vale disse...

Meu amigo Juan disse minhas palavras.

Sr do Vale disse...

p.s.: as pinturas que existem na parede manchadas, são fabulosas.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, como um saber caído em minha pele que aproxima, portanto, vomitar exprimido 'as pinturas existentes na parede manchadas, fabulosas', degustativa, pois está não é realidade que abordamos dia-a-dia, mas um desprezar tamanho dos que estão ao redor, e consequentemente, conduz-nos ao mesmo em nossa parede.

Moni. disse...

Que beleza, esse reconhecimento de que se pode sermpre ver além...

Saudades daqui!

Beijão!

Canteiro Pessoal disse...

Luciano, digo-lhe: quando passeio, adentro em tuas palavras, minha saída sempre é outra. O meu olhar se transforma, com isso é fato que seu espaço me vesti e desvesti inexplicavelmente em passos reflexivos, e tudo me casa.

Canteiro Pessoal disse...

Márcio exprimi:

Interessantíssimo! Eu leio simplificando e resumindo tudo em um olhar único. Alguém assombrado pelos atos do passado, incomodado com seus próprios erros, tentando mudar... mas enfraquecido pelas acusações daqueles que amam o defeito, a falha a queda alheia... hipócritas que vivem na lama, e acusam as roupas respingadas dos outros... mas fortale seu espirito com algo que eu particularmente resumo em uma frase: Deus não nos escolheu pelo que somos, mas pelo que seremos um dia... pelas mãos Dele.