2010-06-07

com um só olhar


Vaza na pele as gotículas de sangue, de dentro para dentro. A beleza do vento que sopra à brisa do mar, rasgante nas entranhas. O esculpido nas areias brancas, ali sentido sem sentido em que se perde gloriosamente na espuma de um ondular. Vento que sopra e sopra, do alto e lança o olhar por toda imagem para guardar em enigmas o que nunca se cansa de contemplar. Olhar a abstração, o cheio solar, envolto num véu de pequenas gotas de água improváveis, desocultando olhos de quem não crê em sentido, no sem sentido, que concebe no meio das brumas, o acreditar sem ver. A inteireza à volta, inspirar o ar límpido e puro, as palavras que sempre descem no oscular intenso, acariciando os pés descalços.


. canteiro pessoal

8 comentários:

Manifesto Interno disse...

Em outra oportunidade comentei sobre este texto inspiradíssimo,
e falaria ainda que é um crepitar, uma carícia, um beijo, é assim que chega até mim,
sem adjetivos e nem precisa, quando se faz da voz uma pintura escrita com palavras, já não há mais nada a dizer, só sentir...


Bjs meu,

Mila disse...

Seus escritos parecem uma tela, onde você pinta com muita delicadeza cada representação gráfica do som...
Bjs
Mila Lopes

Léo Santos disse...

Que maresia hein... São teus versos... Vejo-os hoje pela primeira vez e já me encantam... Que brisa!

Um abraço!

Sr do Vale disse...

Sou um privilegiado por conhecer sua escrita.......poesia.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Que dança maravilhosa...

E faço minhas às palavras do Sr.do Vale...

abraço

Patrícia Gonçalves disse...

sinto o vento, a areia, os pés descalços, sinto seu poema na pele.

Parabéns, é lindo!!!

beijo grande

Danilo Castro disse...

Meu título para seu texto:

Beijo de vampiros.


Até mai, jardim!

Danilo Castro disse...

Pri,

que delicadeza a sua em colocar um texto meu na apresentação do seu blog. Nossa, nem lembrava mais que esse texto existia.

Um ósculo intenso pra você!