2010-06-03

esboço


E as manhãs, fragrância de silêncio da noite em perfume labial. A essência do embalo, que docemente enevoa o olhar. O nós oscular, o haja e o houve em partículas sentidas. Na memória da história inebriada a nota quente, mais que o sol. De pétalas ardentes, seda dos lençóis letrativos no ar do quarto em canto. Por acariciar pele impetuosa, profundiar encontro. O leito, à doce degustação do polén em mistério, secreta por natureza na nudez de alma. Nele, o inalar, contornos entrelaçados. Suave tecido, o tecer fio a fio, deslizo sublime. As metáforas coreografadas, lidas entrelinhadas à pena libertadora, e no olhar redefine o palco.


. canteiro pessoal

4 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Ha dias em que só uma árvore esconde a floresta, uma gota esconde todo o mar.

Branco, Rosa Alice

Mila disse...

Adorei o texto, sublime...
Bjs
Mila

Lara Amaral disse...

"fragrância de silêncio da noite em perfume labial"

Esse verso me encobriu com sua beleza.

Adoro seus dizeres.

Beijo.

Sr do Vale disse...

Como é muito lindo e intenso, quase um voo.