2010-06-01

lábios


Telefonar para ouvir, saciar-se. Os diálogos juntando embora não saber que sabia. Ao redor ruídos serenos, cheiro de ar maduro e surpresas no caminhar. Famintar mas não de comida, um gosto meio doloroso delicioso que sobe e arrepia. Mês de maio, a íntima exclamação e dos véus de noiva flutuar em branco. A luz aberta, o brilhante olhar solar atravessando a opacidade. O jardim em saboreio no instante, marcante cobrir com sonhos infindáveis. De onde vem e vai, vai e vem ondas a pincelar o suave demais, grande demais. Movimento leve íntimo a sobressalto. Com voz cantante emocionando na sutileza do convite: - Posso convidar a passear ? Uma doença de pele na escrita do encontro. Das borboletas em prenúncio do que está entre a chuva. O acontecer no final da tarde do mesmo dia. Já não inquietude, olhante em torno, afinal os ramos balançam. Nas árvores as frutas, doces como mel. Na entrega à profundidade, e a morte do supérfluo. Na noite com estrelas o céu jorrar, de lá somente o calor invadir pulsação. Passos lenta à admiração, banhando a face no molhar mais intenso e penetrante. Na voz, o muso aproximar, amplexar e pronunciar: - Onde tu estavas ave rara ? Nos delírios e ciúmes sempre pensando em ti, até que fôssemos um só. Aguardava-a para respirar vivacidade em minuciosa leitura à olhos. Difícil não difícil pelo fato de nula absorção difícil. Mas, o dançar entre túmulos, passeio jardinal como prometido sob a chuva, segurar as mãos e dizer em contornos à pele. Ao pé do ouvido os sussurros: adorar adormecer em braços, o desejo de lavá-la. Como uma criança em olhar à procura do abrigo, frágil, buscando segurança e força em sede à degustação, no polvilhante sentimento ardente. Os dedos nos lábios, para calar e perfumar-se, e sentir o sopro. Deitar sobre a relva, versejar o constante vibrato, livre como pássaros voando no céu azul.


Oh! Guardião,
Permita-me galgar os sonhos de tal intensidade
Onde há luzes em cores flamejantes
Em instantes de eternidades nunca antes alcançadas


Faz-se da porta do inconsciente
O adentrar pleno no sentimento profundo
Sem que o coração se despedace ao acordar
E um brilho no olhar
Transgrida as regras da insensatez.


IOANES NULLIUS


. canteiro pessoal

3 comentários:

Sr do Vale disse...

Haja coração.

ONG ALERTA disse...

VIDA...paz.
Beijo Lisette

Canteiro Pessoal disse...

Sr. do Vale. Realmente, haja coração! Como disse um ser esta semana, um [a] coraçãonática. Na escrita que não faz as malas, pois se fizer, desfalece-se, esta que revigora e refaz um ser em todas as áreas.


Lisette. Desejo-te o mesmo: vida, mais abundante e a paz que excede a todo entendimento.

Abraços preciosos.