2010-06-04

palavras


Na teia da sensibilidade relembrar o perder e encontrar nos dedos ilimitados, como cenas de um filme colorido. E no sangue que é tudo, o futuro pertencente que jamais abandonará. A graça que não há fim, e guarda debaixo de asas. O que chora enquanto engano sobrevém ao tempo de escolhas. Se olhar o outroro, repara-se atenção nas mãos cheias, depois de tudo o que há hoje, o ar que respira, consegue-se escrever palavras em entrega. E só letrativos esmiuçantes em rasgar de alma, afinal a retina ama tocar como águas vivas. As mãos no recordar que à força se faz fraco valente, e de tanto bater à porta em busca, palpa-se o amplexo apertado. Nos rios da música, se desperta do sono e o cavalheiro vem à espera. Numa terna lembrança de noites sempre encaloradas. Quando se sorrir, olhas em volta e reconhece no meio da multidão a voz, que lá está para ver a gazela no reino das palavras. O correr risco do apaixonar cegamente, sendo visão na troca, o caminho traçado alcançando bem-aventurança. As palavras belas, versos como pássaros chegando e pousando no livro que lês. E quando se fecha o livro, alça-se voo numa liberdade almática, muito compreendida e garimpada. O pouso há porto, alimentando, saciando-se em cada partícula das mãos que reparte o pão. Olha-se, como cordeiro metamorfoseado leão, esvaziadas de si mesmas, no sempre maravilhado encontro do saber já estando ofertado, antes de um parto. Falante não haver espaço para vidas fingindo o aconchego no peito, escondidas em teorias envenenadas, com siringas à veia prenunciando morte de dentro. Portanto, capturando imagens, raças como telas em preto a gritos pelo branco nado multicolorido. Mas a música no quanto quer, em promessa como escrita anulando a maldição. Tanto como escrever e no sentir. No fim das contas, a cor perseguindo cada lago a lua brilhante, porque alto em amor vive nos degraus de um ser.


. canteiro pessoal

2 comentários:

Alma Poética disse...

Fique maravilhado com a sensibilidade que escreve, lindas escritas de um coração poetico........Bjux de anjo Otimo final de semana pra ti

Marquinhos

Canteiro Pessoal disse...

Marquinhos, obrigada pelos pousos, captura e todas as palavras que oferta. Sensibilidade, não sei se ainda adentrei com tanta pureza, mas à busca sim, no estar presa na 'teia da sensibilidade'. Meu coração, muitas vezes está negro, e o monstro quer sair e fazer à festa. Na íntregra, de joelhos e cara no pó, pelo toque de mudança e perfumar arrebatando meus pés, fazendo-me residir ao cume dos montes, e lá redesenhar nos olhos que me observa os meus dias.

Abraços ave rara.