2010-06-21

parto

Chegando a casa, escreve uma carta. O descobrir dos traços fascinantes que compõe o quadro da pintura, reescrendo a história que engravida. No grafar o percorrer as avenidas do próprio ser, as braçadas nas águas límpidas, luminosas, trazendo uma brilhante poesia que se lê em silêncio. E a suavidade da voz em casamento com o brilho meigo dos olhos que observam a poetisa fora do casulo, onde na leveza a ondulação é ternura datada de mãos em ninho.



com teus dedos
toca-me,
a minha alma
anota o dialogado.
em teus olhos
minha pele
fala dos seus projetos,
respira-te
e leva à cama literária
os pensamentos
que traz-me aqui
onde tenho a ti.


. canteiro pessoal

5 comentários:

Mila disse...

Nossa alma, sede dos nossos sentimentos, está sempre em contato com os nossos sentidos, dialogando, existindo...
Belo poema!
Bjs Linda!

PS: Tenho um novo espaço, faça-me uma visita, se você gostar pode ficar, rs
"Doce Grafar"
http://docegrafar.blogspot.com/

Pri C. Figueira disse...

Simplesmente lindo!

Saudade desse perfume!
Um beijo.

jefhcardoso disse...

E mais um fruto: comovo-me com o amor que inspira, com a simplicidade do encanto doméstico, com o sonho a dois. Longa vida para este amor! Vida longa! (digo um brado)

Abraço do Jefhcardoso

Sr do Vale disse...

Nem borboleta
Nem lagarta
Quem sabe talvez crisálida em transformação.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale,

uma peça no quebra-cabeça ilógico.