2010-07-07

dose

A torneira, por dentro, abre-se ininterruptamente, e constata que, a carrapeta está gasta. Com isso, computam-se infinidades de interrogações em socos ante a porta. Mãos do captar hematomas, fluxo de sangue em componentes ativos no lógico que freia, e paralisa abruptamente o encenar vival, ludibriante à face que pincelava o feriado adoçado, bálsamo quem diga de partida não uma perda de tempo. O ar de núncio acalorado, estabelece-se ontem presente atual com adagas ao peito, residir à duração de vazio, saquear tamanho diante calendário desagradável distancial, com a qual resseca a pele delineada macia e lisa, um brilhar tão eminente que nulo consolidava o inverno, sim atividade primaveril.


Ontem ao meio-dia havia bastante sol para dourar todo um reino – mesmo um reino pobre e não muito pequeno. Mas o ouro apenas não basta. Eu estava muito triste. Errei, algumas rosas na mão, pela cidade e à entrada do jardim inglês, para lhe oferecer estas rosas. Sim, em vez de as depositar diante da porta de chave dourada, carreguei-as comigo por toda a parte, tremendo com a necessidade de encontrá-la em algum lugar. Entretanto, foi mais ou menos quando se joga uma carta ao mar, para que as vagas a conduzam até as margens do amigo para quem se destinou. A carta está certa de se perder ao largo e afundar. O mesmo com minhas rosas. Ao meio-dia, quando abandonei estas buscas e vi o rosto triste das pálidas flores, a angústia dolorosa da solidão me invadiu.


. canteiro pessoal

5 comentários:

Fabio Rocha disse...

Vim te ler a pele. Bj

Canteiro Pessoal disse...

Fabio, como é raro deparar com seres em atuação o 'ler a pele'. Também, obrigada pela correção bastante valiosa.

Abraços ave rara!

Sobre Pele disse...

Vim queimar-me ao sol do meio dia,
minha pele gasta devaneia com ares primaveris, as palavras já gastas buscam outros tons em teus jardins,

Juan Moravagine Carneiro disse...

Com certeza um dos mais belos no qual me deparei em suas águas...

abraço

Canteiro Pessoal disse...

Ester, sua pele sempre exala uma fragrância inebriante. E meus jardins, dois em um, casa-se ao teu sobre pele e universo íntimo bela ave rara. És polida e estrela cadente sempre caindo no meu solo para o espetáculo da metamorfose, à porta diária da grande estreia em versões renováveis.

Rafael, estava com saudades, sinto falta de suas paradas obrigatórias ao jardim, afinal, tudo que me presenteia é refrigério e muita cultura, uma sabedoria peculiar que constrange minhas entranhas.

Abraços querida e [o]