2010-07-02

fulgor

Para Priscila Cáliga, musa e pele branquinha.


[Revoluções]

as paredes não incomodam
caio-as brancas
saio branquinhas saias
um passo aqui e penso em nada
um dente lá e sua pele é minha



Rocha, Fabio


Ave rara, obrigada, muito belo e gracioso.


com paredes desnudas se propaga um tempo a qual essência revela sua face. de sentir os dedos no papel, e deslizar ao sabor do quarto de outrora que se desmancha para penetrar o centro, elevando-se corpo, alma e espírito. do nada, desenha-se imagens e metáforas começam a arder sob a pena em doce grafar, que responde por detrás. num lugar secreto em que o relógio não marca tempo. uma ponte a ligar o estender de mãos para ficar. caminha-se em perfume, como brisa a alma absorve porta aberta, o arco-íris. as madrugadas a chave de encontros únicos, despertando os sentidos que descrevem traços suaves. letras como raios de sol anunciando a forma em minúsculas gotículas da cor, o vermelho. pelo vento se dança o fluxo da energia, fundo e se afunda num amplexo exprimido, apertado em viagem infinita.

. canteiro pessoal

4 comentários:

Sr do Vale disse...

Revelada em um ensaio de riso
leve
solta
assim como as palavras que percorrem a tela
Revelada, para os olhos de quem a vê.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, sem palavras, apenas...

[suspiro]

Fabio Rocha disse...

Vou contigo vôo

Canteiro Pessoal disse...

Fabio, vamos então...

V
O
A
R

[...]

Adentremos ao centro do jardim, onde se encontra um exalar irresistível.

Abraços ave rara!