2010-07-04

jardinar

o pouso nu, habitat de aves raras a vomitar profundidade dedal, e se expressa de múltiplas formas, a qual cuidadosamente, seguindo trilhos traçados em corpo literário despido, entranha-se na pele, como gotas de água sedenta a terra seca. vento agitando olhos fechados, perfume que liberta com atrair e cativar dos que espreitam, num enamorar intenso e desejoso, ardência. os lábios, soltam-se e sobrevoam sobre a pele que acorda, arrepia-se ao passar da expiração, a adentrar rasgando cada partícula de sentidos, subindo como para o céu, a porta em saboroso e de vestimenta, onde o pincel é fogo ardente em estrelas fulgentes e de florir prolongado. no toque de delírio ao ilógico que traduz gritos e gemidos, ouvir da voz em nota incomum, enunciando novo dia.


pelo vale se planta
uma semente,
em tempo certo se colhe.
da face em múltiplas cores
se entra na cabana,
vira a chave
e lentamente doce
destranca a porta.
no uivar do vento,
o céu azul
pelos campos
se rasga
e abri,
corre-se em direção
aos braços do revelar.


. canteiro pessoal

4 comentários:

Desbururu disse...

Jardinar (Alheia Continuação)



O nada.
O ar.
O mar.
O ente.
A terra.
O arar.
A semente.
A agua.
O existir.
O germinar.
O brotar.
O crescer.
O desabrochar.
A realização.
O olhar.
A paixão.
A certeza.
O recomeçar.
A continuação.
E jardinar.

Canteiro Pessoal disse...

Desbururu, estou abobalhada, pois brincas com as letras, isso é formidável de contemplar, ter em palco.

És uma loucura homem, uma nobreza no universo letrativo.

Abraços querido.

Noslen ed azuos disse...

Ñ consigo seguir seu time, entre uma palavra eu permaneço no rochedo vendo o mar bater. Bjs. .ns.

Valéria Sorohan disse...

Cada vez que passo por aqui... fico muda por alguns segundos, me perco em alguns instantes... tudo é intenso demais.

BeijooO*