2010-07-26

página

se acha, entranha-se, à mente transcorre e se refaz como pluma e vôo. embeleza o olhar e enlaça com doçura. no mar, o impetuoso na profundidade, a qual o ventre se desdobra ante flores e velas, acorda os sentidos em ósculos múltiplos entre folhas.



apenas, leva-me por teu sangue
uma xícara do teu café forte molhado à pele
em teus lábios despejar meus rabiscos
o dedilhado que range dentro alaranjado
nas entranhas a mente em galáxia, lembrar-te
meus nos teus pés nesta estrada com ardor
as pétalas do estar cada vez presente
o brilho labial se perder entre seus frutos viçosos
ramos secos da minha árvore sibilam no teu álbum
tua marca à entrada que só quer deleitar
pousos entre as frestas janeladas da minh'alma
para abrigar-se no tudo de valor a regar o canteiro
aos poucos descongelar-me das linhas atrofiadas
com sorrisos numa pitada viva do inteiro,
a metade encaixada fluidamente escondida em teus vôos
na recomposição por trás de mim mesma no tu


. canteiro pessoal

4 comentários:

Sr do Vale disse...

Meu coração é um balde cheio de emoção, trepidando e derramando gotas, que por hora são capturadas e representeadas com carinho.

Pri, valeu como um jardim no vale.

Canteiro Pessoal disse...

Todo seu Sr do Vale.

pra amar
suspirar por amar
só pra amar
inspirar só por amar

Amplexos tesouro

Priscila Rodrigues disse...

Profundo.. intenso.. Amei!!

Beijos, querida Pri.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Lindo...

saudades

beijos!