2010-08-10

De Ver


Um presente para as pétalas brancas, e a surpresa de ver que o pintor começa por não recear inclusive a simetria.



sinto sua presença
sinto-a
intensamente
reluzentemente
ardentemente
em goles de imaginação
em pintura sem tinta
em tudo e nada
viagem
sonho
encantamento.


Sr do Vale


submete-se nulo encontro de definição, aloja de forma desprogramada, uma avalanche no existir de um sujeito. o instinto, o cheiro, o que está em nado à pele, hino do repouso que acaricia as madeixas. captura-se a química, agradante desde o ventre, à espera do ósculo para despertamento pleno, inconfundível. o brilhante processo de composição a terra, no levar o sangue pelo livro da correspondência. cérebro à pauta da cintilância no leito do que não se apaga, a qual mentes acima da média, cotados seres tão fortes, lúcidos, centrados, no fundo, uma pequena estrela na noite como núncio dos que caem em gozo na teia do amor de forma intensa, vulnerabilidade viva em retina. na entrega bastante profunda ao anseio de se rezar, ajoelhar-se à frente, sem se enriquecer. a trilhar-se com um fluxo contínuo, à busca na qual a sensibilidade está à flor da pele, e comuns atribuem em falas teóricas, olhar mecânico, que o fato de serem pincéis com vasto conhecimento, mentes brilhantes, o racional é operante e único, não há espaço para a casa do amor. gritante, se corajosamente num cavucar desenfreado, sem reservas, se esbarrará em laços tão inexplicáveis no pouso da boca que ama em silêncio. o palco existencial em análises minuciosas, à reelaboração de espetáculos numa imaginação do fertilizante na pulsação, que as quatros letras são o diesel, o ponto elevado numa escala, asas para o todo esperançoso. a inspiração ativa nas áreas do encéfalo, derrubando velhos dogmas e no refaz da cartografia do cérebro e do real sentir que nenhum ser escapa. como laço de que misterioso se faz irresistível, inenarrável, com substâncias, misturas e de diversos grupos de células ligados por circuitos, sempre atentos ao ilógico e sinal, que se geram cascatas neurais e fluídos poderosos, a desativar frieza e cálculo. sangue a correr por milhares e milhares de ramificações venosas até se derramar por completo por sobre as letras, através da pena em fases cansada de tanto render-se à variação dos sentidos que como vagas vulneráveis em meio ao oceano imenso faz com que o ser por vezes hesite, por outras avance, por vezes se expresse, por outras se cale, por vezes pense, por outras ame, pois, está sempre, eternamente, infinitamente preso aos laços de tão envolvente linha central que tudo domina, tudo controla e sobre todas as coisas exerce persuasão, o amor.

Priscila Cáliga com complemento final do parceiro Léo Santos.


7 comentários:

Sr do Vale disse...

De ver
De ser
De derreter-se.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Andei sem tempo para nada, Vou trabalhar no nosso poema este final de semana para postar na próxima semana...

beijos

Primeira Pessoa disse...

belo canteiro... belas margaridas, lírios e jasmins...
jardim perfumado.

abração do
roberto.

Canteiro Pessoal disse...

Rafael, ok! Compreensivo, sei bem como é, fala que também exprimi dias atrás, isso constata no quanto estamos no mesmo barco.

Roberto, obrigada pelas gentis e encantadoras palavras. Sua visita aqueceu meu solo, portanto, volte sempre, será uma honra tê-lo no jardim.

Abraços aves raras

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale

O esplêndido de ver a nota profunda
do clássico ao pop tatuado petalar
de beleza a ponte em uso incomum

O esplêndido de ser lado a lado
de uma estrada cuja tinta, renova-se
pelo sol começa os vasos se comunicar

O esplêndido de derreter-se até o livre
ao prazer do domingo repousar em braços
e da pergunta em primeiro andar: - E nós?

Abraços

Braulio Pereira disse...

tuas palavras sâo a minha seiva


beijo!!

Canteiro Pessoal disse...

Pereira, que lindo!

Abraços