2010-08-03

no azul do lençol

Guardei-os em globos de vidro e fiz dois pesos de papel. E quando sinto saudades, abro a boca e deixo que os glóbulos verdes viagem seguros no cometa que passa no céu da minha boca.
Oliveira, Simone K.


a chuva aquece as crônicas, o mar inexplorável ante a porta com as cortinas abertas. respira-se fundo enquanto embrenha captura à face da observação lá fora em obra maestral. à procura desliza no âmago da mente por onde o óleo não foge. pés descalços, assim não largos, serenos como oásis no deserto. uma região desenrugada e determinada no contínuo explorar na dimensão das gotículas. observa-se, sorrir o que na direção se espera. os ossos no desfalecer à presença, estrada cristalizada que conjuga achar da luz em partículas microscopicas. cérebro não pára, saboreio dos lábios ao úmido a tocar lugar preciso. nos pêlos um arrepio do acordar com indagações que se aproximam não ir embora sentidos, como marcha. senti-se a respiração do chamado na pele das penas. um frio percorrer em derretimento, todo inteiro bater acelerado. o frenético nada racional em calor aproxima-se, deixa tonto por inebriar etilizado. a fragrância exalta exalar nas narinas anseio. a pulsação não se abranda e lábios deixam-se levar pelo sabor do que importa. prelúdio do livro recomeçar genuíno sentir vibrante do fluxo de sangue percorrer as veias.


. canteiro pessoal

6 comentários:

Sr do Vale disse...

Nada racional mesmo.......dane-se a racionalidade, em um momento desses o prazer exala seu perfume.

Cris de Souza disse...

Ofegante! Tamanha desenvoltura lírica...

Beijos.

Jorge Pimenta disse...

à medida que te vou lendo, cada vez melhor entendo as razões para o título do teu blogue. todas as pétalas que brotam deste canteiro nascem de um suspiro, enrolam-se no peito e, sob a forma de um gás oloroso, despedem-se do corpo, através dos poros. e é nestas janelas de interioridade que o ser se (re)faz todos os dias... aquele que semeia e o que colhe... com os olhos.
um beijinho!

Léo Santos disse...

Dentro de cada texto teu reside um universos de infinitas possibilidades.

Ô Catarina... Escrevi um negócio aí, complementando - ou quase isso - aquele fragmento bacana que enviastes pra mim...

Só estou com um probleminha, não tenho como te enviar...

Se for do teu interesse: leomusicsantos@gmail.com

Juan Moravagine Carneiro disse...

Nos últimos dias naõ tive tempo para nada, por isso de minha ausência...

minhas desculpa

adoro receber suas visitas no Rembrandt

bj

Tâmara disse...

'saboreio dos lábios ao úmido a tocar lugar preciso.'

Quanto lirismo nos teus escritos. è doce valsear por tuas palavras e dançar ritimada no seu embalo.

Beijos, Tâmara