2010-08-24

pouso


o fervilhar do sepulcro vazio a fazer sobre dentrear assumido aceite do tomar banho em sangue antes de sair e perfumar-se com perfume segredo entre estrelas costuradas. pele e raízes vomitadas das cores no núncio de agreste e um pouco áspero, com doçura escondida sobre nascentes ao retorno do habitat contornar das palavras indeléveis.


. canteiro pessoal

2 comentários:

T@CITO/XANADU disse...

Esse cíclico teu vai-e-vem
Imita o coraçao, insiste
Em pender de lá para cá
Sem saber se é feliz ou triste,

E quando essa tua batida
Nos finais de tarde tem paz.
Do meu coração o tum-tá
Tristonho não cessa jamais!


Tácito

Jorge Pimenta disse...

priscila,
neste balançar noctívago de amores e desamores que descerrei lá no viagens de luz e sombra cruzo-me com um pouso que fervilha de emoções translúcidas e agonizantes, qual sepúlcro de luz onde os moribundos não sabem se re.pousam, se se de.compõem... são, de um lado, os perfumes e outros olores, estrelas (ainda assim costuradas) raízes e cores, doçura (mesmo que escondida) e, do outro, todos os seus antípodas existenciais...
um beijinho! é uma viagem obrigatória esta que me leva a pousar por aqui :)