2010-09-02

no tecido


do mar
palavras silenciosas
gemidos sussurrados
discreta emoção
canto de fado
arremate aos lábios
passos desnudos
ouso voejar
das promessas recomeço
toque de nascente
perfumar
douradar
pétalas à banho
nos dedos revestidos
de florescer
abrir
jorrar
sem resistência




Que saudades eu sinto daquela rua,
Que um dia brilhou a luz da lua!
As flores que perderam a força
quando o vento deixou sua marca
neste canteiro desfeito em relva
Uma chama que se apagou na selva
Nesta imagem que por mim passou
Misteriosamente
E desta folha pálida e tremente
Que tombou...
Neste espelho sem promessas
Meu espanto de criança
Setembro deserto

Feito de lembrança
de sonhos que não se realizaram


Martini, Luciano


Canteito Pessoal

2 comentários:

Pri C. Figueira disse...

Que lindo!
Coisa boa sentir o perfume desse jardim!
Saudades daqui!

Um beijo.

Canteiro Pessoal disse...

Oi Pri, que saudades também!

Abraços ave rara