2010-09-26

como o primeiro ósculo

Posso arranhar paredes de qualquer madrugada
sem que o temor se agigante
nesses olhos rasos que sempre aprenderam
a secar em silêncio.


Brandão, Fabrício



o som dos pulmões pulsam nas revelações do tato entre folhas na sensibilidade infinita. da alma prostrada se canta e re-canta atuação dos órgãos na corrida para o desenvolvimento e conservação sob asas. as notas tecelã da brisa com tornar de traçados arrebatadores na decoração do amor. os ouvidos abertos no limiar da voz que não confunde memória e silêncio. par de olhos aborto resistir e vestimenta à canção da abordagem em transbordar até ato do cirandar. os sentidos por devorar as partículas do sabor que se teima na tarde líquida, e se faz cores ao campo no alargar da tenda em rotas de seda misteriosa.


. canteiro pessoal

6 comentários:

Cris de Souza disse...

Folhas de sensiblidade infinita, são as que tinge com mestria.

Beijo, ave rara!

Canteiro Pessoal disse...

É ave rara Cris, quando se poderia apenas ser silencioso, deixamo-nos
aqui para morrer, assim com o pincel do renascimento ante a mesa em partilhar histórias como envio cantando a música da forma que se encontra em madrugadas a dentro.

Abraços

Lara Amaral disse...

Seu ato de escrever nos ciranda.

Beijo, flor.

Uni ver sos disse...

"...amo-te, pela palavra lapidada..."

e estas palavras causam vulcões interiores abrindo passagens para outras tantas que voam procurando abrigo...

saudade,

Canteiro Pessoal disse...

Lara, o ato de escrever faz com que se adentre no campo da captura, reconheça-se e utilize o bisturi de forma a não esconder o fundo dos olhos.

Abraços

Canteiro Pessoal disse...

Ester, palavra: verbo que se sopra. E tudo que se sopra, há nascimento de vulcões [confronto] e anúncio de portas abertas na proclamação de abrigo.

Abraços