2010-09-08

relato

Ah, minha alma, prepara-se para encontrar
Aquele que sabe fazer perguntas.

Eliot



do dois em um, tudo orgânico, resgate de seres do egoísmo e reconstroem no espelho da lua o escorregar sobre a pele falante em maciez, com promessa de fertilidade; cheia que dá ao ar sabor do mel. amor gerado de olhar voltado ao mar, profundo e íntimo, anulante permissão a micróbios e vírus passarem pelas funções vitais com assalto. ao amar por dentro, cada pedaço degustado, e não se esconde do sol. a caverna é aberta do paladar levemente de salivados, desliza-se secretamente à entrada do quarto esmiuçado em descoberta de si no outro junto à partículas, para dentro do útero de dentro do encéfalo onde gesta, reformulando uma memória perfeita, brilhante e esquenta os pensamentos surrealista à real, que se misturam na atmosfera.


. canteiro pessoal

10 comentários:

mefaltaumpedacoteu disse...

Que intenso!

Forte...
Um beijo,
Fé Fraga
http://mefaltaumepedacoteu.blogspot.com

Valéria Sorohan disse...

Ao fim desse encontro, orgânico. fez-me imaginar, que o paraíso é aqui, nesse momento tão bem descrito por você.

Canteiro Pessoal disse...

Valéria, vou à reflexão diária, e no que observo neste contexto-vida: 'é um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado...', como falado em olhos, pouco capturado, do pousar um NOAH no palco existencial a dizer: És tu meu lar!

Abraços

Canteiro Pessoal disse...

Fê, que ao mar do intenso, forte, as retinas indecomponíveis fiquem 'para sempre abertos mirando muito além das estrelas'.

Obrigada pela visita, volte sempre!

Sr do Vale disse...

Uma mistura com gosto e sabores, com revelações plenas e insinuantes. Uma orgânica correlação consumindo cada ponto.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do vale, a dança da mistura sobre a re-mistura com gostos e sabores entranhados à espera do desejável à pele e ao dentro ser lar em vivacidade, com revelações plenas e insinuantes a cada mirar, também nos altos e baixos, para que de fato suceda, engresse uma orgânica correlação consumindo cada ponto: nota com/sem arranhar, que a palma das palmãos em quatro estações com pincel, ousadia, genialidade e sensibilidade, protagonistas da oratória e escutatória, seguram as chamas.

A.S. disse...

Estendo as mãos e outras mãos encontro. reconheço um ardor que vibra de longe, toco numa intensa voz que em tudo germina. guardo as palavras no espaço que se adensa em luz intacta...


Delicioso o teu texto!!!

Abraço!
AL

Pâmela Grassi disse...

Querida,

Agradeço pelo pouso do alinhavo.

A pele é falante pois carrega na sua extensão palavras,

corpos,
feitos de poemas

Beijos

Canto da Boca disse...

De facto, um texto muito orgânico, sentimo-nos parte integrante desse universo vivo que são os seus escritos.

Agradabilíssima a sua visita, será um prazer tê-la sempre no Canto.

Beijo!

;)

Canteiro Pessoal disse...

A.S. ou AL, Pâmela e Canto da boca, que a nossa alma possa se preparar para o azul pleno dos lábios e encaixe perfeito no saber perguntas e nos proporcionar metamorfoses.

Abraços aves raras