2010-09-23

Secretamente à entrada do quarto

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte. O Teu amor lança fora o medo. Ainda que eu me encontre bem no meio das tempestades da vida. Não voltarei, pois perto estás.

como um processo caligar, até que silenciosamente, aproxima o exalar do ar quente na nuca. cada borrar na tela, empurra-se à base do cérebro, e moléculas se reorganizam e dissipam ácido corrosivo. há vocábulos em nado, cujo suco lavra o canto dos olhos, e de lábios em biologia, agregar intenso à vontade da conjugação. as partículas em detalhes que se misturam à água das cores, e alimentam para o interior da boca. do remover uma equivalente quantidade de dentro coagulado no desenrolar à língua pelas notas do fruto raro.


. canteiro pessoal
. imagem: Sr do Vale
. música: Nunca Me Deixou - Livres Para Adorar

6 comentários:

Sr do Vale disse...

A confluências das coisas, a dimensão da intuição varando espaços físicos, entrando quarto a dentro, rompendo os sentidos, caligando em vestes razas.

João Lenjob disse...

Olá!!! Como vai?? Vim passear aqui, deixar um poema e informar que meu blog foi atualizado com mais cinco poemas novos. Espero que voce goste deles. Adorei seu texto. Um beijão!!!

João Lenjob.

O Mundo Inteiro
João Lenjob

Se estivesses em meu lado
Me sentiria junto ao mundo inteiro
E quando estais longe sinto-me tão só
E com tanta gente não sinto ninguém
Somente uma tristeza constante de um mundo só
A solidez melancólica de somente lembrar
De querer, de sonhar e viver
E a saudade vem com o melhor gosto da esperança
De ter-te em meus braços, meu corpo, meu sono
De ver-te em meus dias, minhas noites, minha vida
Sentir-te sorrido, me olhando, me amando
Como se eu sentisse o mundo inteiro.

Pâmela Grassi disse...

nesta coagulação das cores, transbordam vidas, que ao encontro das misturas, exalam alimento para nosso corpo. adorei,

Beijos

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, a voz de dentro em grito, e pela quebra das ondas a vestimenta do livre como anel descortina, pincela-se notas em voejar.

Abraços

Canteiro Pessoal disse...

João, belíssimo!

Canteiro Pessoal disse...

Pâmela, sua captura transborda tinta a minha pele chorosa sempre no abundante.

Obrigada ave rara!

Abraços