2010-09-25

verde secreto

... no poço dos sentidos. Quem és tu, promessa que me ensina a decifrar as intenções do vento, a música da chuva nas janelas sob o frio de fevereiro? O amor ofereceu-me o teu rosto, projetou os teus olhos no meu céu e segreda-me agora uma palavra: o teu nome.


Amaral


manhã da luz em foz o reencontro do nome nos sonhos. o perfume a transpirar na pele com tatuar de voz. corpo de dentro sons em ave num rastro de canções na marcha de mãos dadas. do estremecer por sentir presente dos passos, que vem do leste e entra pela orelha direita com ensino. um gole do estar deitada, coberta de pétalas, missiva aberta com desegredar de primícia ante a porta da captura. o tudo orgânico enlaço na imagem do que necessita acariciar para não se esconder das tempestades, quando os lábios se secam. cada segundo de tempo entre os papéis escritos vindo no que se espera: o pão e o vinho.


. canteiro pessoal

2 comentários:

Sr do Vale disse...

Sensações de plenitude.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, as notas das 'sensações de plenitude' com tintas que se reorganizam ao chamado por sempre frescas em tons que nos toque sobre as sombras.

Hei tesouro, 'que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?' [Andrade]

Abraços