2010-10-14

23:44

Tudo explodia num plano muito mais alto, muito mais intenso.

Abreu, Caio Fernando


casamento do presente incomum
do futuro agora
os princípios em sangue
com sabor capaz de ósculos
aceitável quebrar dos grilhões
o clima de terno amor
e goza-se o traço do rei
ante pausa prolongada
de dois mundos,
duas histórias
do,
para o alto cruzam os laços
na presença viva
das notas sem evaporação
como real não:
do orvalho ao calor do sol
[Sim !]
de diálogos nas madrugadas
que ocupam os espaços
em estrelas invadindo a pupila
capaz de simbolizar tudo que é sentido
e revela-se no tipo de encontro
algo forte
único
inesquecível
do lado esquerdo:
as perguntas e respostas
a sorrir firmamento das batidas
recôndito do ser se guarda mel
da luz do sol,

profundidade de atravessar vales
com visão os olhos do coração
a sensibilidade no alcance do mundial


. canteiro pessoal
. imagem: Sr do Vale

4 comentários:

Sr do Vale disse...

sintese.

M.PAUMARCH disse...

Un poema molt bonic (pel que n'he pogut entendre).
Parabéns!

Salvador (M.Paumarch).

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, [síntese] do pulsante coração nos traços do poetizar que viaja nas asas e a face cora, dilata-se as pupilas. A boca umidece, sentida a fotografia na escrita de tamanha exatidão nulo findar. Apanha-se cada memória, escreve no caderno as palavras ditas como música em telas e arrepia a flor pelo fitar dos olhos em explosão, dos amplexos como devolver guiado para o além do olhar na fragrância da vida, e os toques despertam a pele morta. O aumento do calor no quarto e pele desadormecida fala o sentir do vento soprante sobre o muro, quando tantas estrelas arriscam-se e com reconfortante paz, encontra-se em jardins aventura. Todos os acordes, para que acordes embale, no outono, sem fim a desensidade do conhecer por dentro, e alimenta-se das células um segredo fazer tudo de notas existentes que mantém próximos os corações. Assim, do espiar as entranhas alcança o sol surgir, pétalas não são arrancadas, e no leito sublime o sangue na bela luz em que o cálice traz de volta a linha tênue.

Tu és brilhnate tesouro, repito: como seu traçado traz gozo, as misturas pintam as retinas.

Abraços

Canteiro Pessoal disse...

M. obrigada pela visita, no que se refere: bonito.

Abraços