2010-10-06

Final de tarde

Tudo tem verso e reverso, tudo tem sim e tem não, tem luz e tem trevas, tem carne e espírito.
Lispector, Clarice



os pensamentos na face da descortinação em cada revolução, que em tons, misturas, as frases no pincel revelam o interior, ante a expansão da visão com compromissar vivo à busca do horizonte, e se expõe ao palco chuva pura. o monólogo da expressão forte, que se escuta o tempo e se faz abertura da cortina lisa, transparente em exercício profundo no passo superabundante. ato do tirar da alma as máscaras por entre as sílabas cores em nado, com flecha na prosa do deitar na relva orvalhada e se desnuda o impacto do semblante nas impressões da vivência, e de elevação vestem os versos e reversos.

. canteiro pessoal

2 comentários:

Sr do Vale disse...

translúcida.

O Espelho de Eva disse...

O que fiz foi muito mais que abrir cortinas, arranquei-as todas! E apresentei-me no palco desnuda de tudo! Eu apenas, e as cortinas no chão.

Beijos.