2010-11-29

bate devagar à porta


A pele é o espelho da memória.

Nava, Luís Miguel




A memória arde para além do visível, no que está dotado de fases na busca por lírios, que se emanam e velam a sombra. Do qual quando transpira resgata o canto da recâmara pela melodia do poente trova, sem espaço das mãos, e em seio na entrega tão primordial os poros no erudito ombro. O estágio as liliáceas não ser medida palmo a palmo; do suor tentar saber a lua cúmplice, habitat com formosura branca que desmancha uma retina e aquece o leito da pele em óleo fresco. Repouso dos muros brancos nas tardes que desfolhas tingível como o vento na lida e soletra os pássaros às árvores; sem plena tempestade. Dentro para dentro de um gesto apenas, que afasta as madeixas para contemplar a essência da face.

. canteiro pessoal
. imagem: Noslen ed azuos

5 comentários:

Pelos caminhos da vida. disse...

Estou participando pela segunda vez do amigo secreto da Ester, e hoje estou visitando os novos participantes, conhecendo seus blogs, e porque não fazer novas amizades não é mesmo?

Fica aqui o convite para conhecer o meu blog, será um prazer te receber Pelos Caminhos da Vida.

Uma boa noite!

beijooo.

Canteiro Pessoal disse...

Pelos Caminhos da Vida, com certeza na construção de novos laços.

Abraços

Valquíria Oliveira Calado disse...

Olá , vim conhecer seu blog, e deixar um carinho.


O tempo são estas asas sem memória.
um pássaro morto. Folhas ao vento que discorrem sobre um discurso raso,
uma reminiscência de sulcos na areia,
numa praia vazia, cheia de ecos do mar.

Vieira Calado

Canteiro Pessoal disse...

Valquíria, prazer recebê-la; o tempo asas em pleno vôo, na qual o tempo corre veloz, traz à tona olhares, gestos e palavras, ao mesmo amadurece os seres na linha do mar do esquecimento - renascimento.

Abraços

Erico disse...

Oiê!!

Priscila, obrigado pela visita e comentário em meu blog, vim retribuir e posso afirmar que achei tudo aqui maravilhoso!!

Abraços :)