2010-11-07

Da luz nas mãos

na minha alma nascem as flores
doces do teu olhar
e ele enche-se

Else Lasker-Schüler


O relógio na palma das mãos sem corrida, razão reflexado do vidro colorido, com ritual particular. De olhar fixo pupila em avanços, avalassadora na absorção dos ponteiros, e se diz suave aos lábios na pergunta importante escondida em olhos, de entalado para libertação, o porquê do frear voz mergulhada ? E o aroma do vento na saudade da dança do canetar, vida dos traços finos. As braçadas infindas, para que as mãos desadormecidas em azuis oceânicos não se casem com sementes do salariado cotidiano. Das tonalidades do olhar, transmitindo as partículas exprimidas em harpas e vôos. O renascimento de folhagem primaveril, que se senta no sofá de aconchego a transportar até as camadas cantantes. Nas notas da visão, vestido diário do peliado avivando o ritmo. Das linhas e bordas, escritos em gotas silenciadas o agito no profundo, e estrelas abertas pelo céu, obter do ar pincel. Leituras no sutil do falar benevolente na orientação e forjar, entranhar-se da conjugação arte das artes. A formosidade facial ao pátio de mosaico, que por dentro alinha todo o trajeto dos dedos. O silêncio envolvente em ruídos, de olhar contemplativo e pulsação sem neve.


. canteiro pessoal

3 comentários:

Noslen ed azuos disse...

...palavra escrita com bisturi em minha pele que cicatriza com a contemplativa pulsação de seu olhar neve.

palavras espelho das suas.
bjs
ns

Canteiro Pessoal disse...

Azuos, o campo de visão, como câmera em exploração; estimulação para a história.

Abraços

Suzana Martins disse...

Palavras que usam pinceis finos, colorindo um relógio que insiste em contar o tempo.

Beijos querida