2010-11-13

Olhas levemente?

Dançarinos não precisam de palco.
Apenas de alma.


Há um campo promissor em que a velocidade da voz dança e, é pautada em ajustes plenos. Os movimentos, passos sem precisarem de palco, e a alma, como cor; o aroma em corpo e espírito em cascatas de água se embriaga pelo olhar da bela leveza. Do primordial, os atos e gestos inebriantes se tornam a linha divisória de status que se reformulam, palavras reencontrando-se para repontar futuro sem algemas, no intuito de papel social humanizador do ballet. Na estrofe de dedos cativantes: a dança do gerar elo, que liberta em comunhão. Com evocar e focar a retina na navegação do novo oceano, e se levanta solene, jura-se: amar firme, fiel e verdadeiramente o vento em dança falante de todas as sensações. De oceanar jardinagem diferencial as janelas mudam e o cenário retrata que a chuva passa quando sinaliza um prostrar. As jogatinas e conceitos no umbigo não adiam nova rotação, ainda que as noites pesem séculos, repagina-se a protagonista vida e elabora-se reestruturação dos laços num pensar voltado na linhagem da profundidade, capturação das riquezas jorradas nos detalhes. Ler-se e reler-se adentrado ante formas de dizer amplexos mais quentes, hipnotizado no que por trás se aborda, faz e refaz atrás de um raio de sol, de maneira consciente para que o todo se beneficie, na qual o paladar acentua liberdade de ser e ser-se pacífico, ardente riso realçando a flor. Aos que rodeiam e observam às escondidas, múltiplas notas nas indagações: - Que força é essa pétala ? Os muros que desfazem em toques e os toques de toques da caverna, com desvio de rota, proveniente falar enfático de frutos, primavera celada do canto de louvor e se estende um tapete.


. canteiro pessoal

2 comentários:

Suzana Martins disse...

Leio e releio aprendendo e absorvendo as formas complexas da dança, das palavras, do belo!!

Beijos

Moa disse...

Nossa! Você não escreve, você planta um jardim e deixa as almas sensíveis que lêem encantadas. Como eu.

bjs.