2010-11-02

sabes ver?

- Criar laços !?


no momento abortar a tentativa da decifração, o que não é palpável apenas para sentir as partículas, ser ativo nos pulmões com abertura das janelas da alma. a luz da manhã tecendo a entrada do sol ou a cinza dos dias, bem assim: que seja doce. nota da perpétua espera do verde, fronte a esperança falante no que foi sugerido em oferta viva. as pétalas que rasgam o íntimo, e velozes como gazelas à procura da imagem no espelho que treme e grita infindável à busca, e pés, para que servem ? se há asas para voar ! e que ferida exposta não impele a aproximação na pele íntima dando gosto aos lábios, devido detalhes dourados. sabor de saber no nulo saber, sentindo o cantinho aquecido na aparência que não força sorriso pela pequenez harmonia tão grandiosa. o penetrar da lua sem descanso e arrediar as práticas nada degustativas, na convicção da leveza a caminho, tudo que desperta a secreta voz da infância.


. canteiro pessoal

6 comentários:

Sr do Vale disse...

sentir, em asas de Frida voar.

Canteiro Pessoal disse...

Sr do Vale, sim... vvvooo[aaarrr]!!!

Precioso!

Suzana Martins disse...

É sempre melhor escolher as asas e deixar-se voar!!

Lindo!!

beijos

Pablo Rocha disse...

Muito bom! Voaaar, sempre!

Valéria Sorohan disse...

Dizem que os anjos conseguem voar por não levarem nada a sério.

Jorge Pimenta disse...

priscila,
são uivos de fel os que escorrem da cegueira dos homens. sobre o estandarte da hipocrisia, acenam revoluções, evoluções e demais grilhões, tudo sob o aplauso frenético do escrutinador. para lá das palavras, o vazio existencial que se conforma com o circo deserto, onde aplausos são apenas gravações forjadas e os números reedições de actores de outrora. e neste reboliço performativo, onde fica o poeta? carrega a esperança no lastro que lhe rasga a pele e a arremssa para longe dos ossos. ainda assim, definhando no corpo, o poeta permanece com os lábios erguidos, numa oração sem silêncio, num ofício de anacoreta aabandomado à indolência dos que julgam e dos que aceitam ser julgados... ainda assim, crê que vale a pena. eu creio...
um beijinho azul!